Casa da Floresta

VIDA: APRENDIZADO NA PRÁTICA.

Tuesday, April 12, 2005

A Lei de Murphy para o Transporte Público

Quem mora em grandes e fica a mercê da dinâmica do transporte público, como é o meu caso, já passou por variadas situações inusitadas e começa a perceber que algumas coisas parecem ser mais estranhas do que parecem.

Já reparou que às vezes quando você está toda limpinha acha um banco de ônibus que vai te sujar, que quando vc está mais cansada e carregada de coisas tem que ir em pé no metrô, quando você não consegue trocar a sua nota grande é o dia que o cobrador saiu do ponto sem troco; e (essa ganha o troféu Murphy) se vc depende de uma linha que não passa com muita frequência quando vc estiver mais atrasada é quando ela mais vai demorar pra passar (enquanto que nos dias em que você tem tempo sobrando não leva nem 5 minutos).

Uma situação particular me enerva ao extremo que é estar do outro lado da rua pra atravessar e ver o seu ônibus (que leva sempre séculos para passar e quando o faz está sempre lotado) passar lindo como se nada tivesse acontecido e nem parar no ponto, ou mesmo que pare vc não consegue atravessar a rua ou não está perto o suficiente para correr até ele. Óbvio que para isso acontecer, vc também precisa estar atrasada, pq é claro, que graça tem perder o ônibus na sua cara se vc tem todo o tempo do mundo?

Hj isso aconteceu comigo, mas foi o extremo do Murphismo! Eu estava saindo da faculdade e vi o meu ônibus (que chega a demorar uns 25 minutos pra passar quando de bom humor) do outro lado da rua. Não só um como dois, um com ar e outro sem. Parecia pesadelo. Eu sabia que se os dois estavam passando juntos era sinal de que o próximo só viria o dobro do tempo normal depois. Resignada de não conseguir chegar no sinal e atravessar a tempo eu fiquei lá esperando o sinal fechar pra (se os deuses fossem bons comigo) esperar que algum outro passasse dentro da próxima hora. Só que não levou uma hora pro outro passar, pelo contrário, enquanto eu estava lá, parada esperando o sinal fechar (ou os carros pararem de passar, oq acontecesse primeiro) passaram mais dois ônibus do mesmo. Repito: passaram mais DOIS ônibus daquele. Direto, reto, livres, leves e soltos (ah, e é claro vazios).

Imagina, em menos de um minuto e meio passaram QUATRO ôibus da mesma linha daqueles que não passam nunca! E eu que nem uma palmeira plantada do outro lado da rua olhando aquilo. Quem já passou por cena similar sabe o desespero. Nenhum ser humano, por pior que seja merece passar por coisas como essa!

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