Casa da Floresta

VIDA: APRENDIZADO NA PRÁTICA.

Sunday, April 17, 2005

More to Life

More to Life - Stacie Orrico

"I've got it all,
but I feel so deprived
I go up, I come down and
I'm emptier inside

Tell me what is this thing
that I feel like I'm missing
And why can't I let it go

CHORUS:
There's gotta be more to life...
Than chasing down every temporary high to satisfy me
Cause the more that I'm...
Trippin' out thinkin' there must be more to life
Well it's life, but I'm sure...

There's gotta be more

(Than wanting more)

I've got the time and
I'm wasting it slowly
Here in this moment
I'm half-way out the door
Onto the next thing,
I'm searching
for something that's missing

CHORUS

I'm wanting more
I'm always waiting on something other than this
Why am I feelin' like there's something I missed....
Always... Always...

CHORUS - repeat twice

More to life
There's gotta be more to life (more to life)
There's gotta be more to life (more)
More to my life"

Saturday, April 16, 2005

Sinto falta da tv a cabo

Parece ridículo dizer isso, mas eu realmente sinto falta da tv a cabo. Tenho certeza que ela atrapalhava várias coisas na minha vida, mas ainda assim eu sinto falta daquela um, duas, três horas diárias de doses de fantasia pura onde dava pra esquecer que vc é vc e não precisar pensar em nada na vida, não precisar pensar em faculdade, não precisar pensar que se está desempregada, que não tem aquele "alguém especial" do seu lado, não pensar na última briga dos seus pais (entre eles ou com vc), não pensar nos problemas dos seus irmãos, ou que vc está precisando de uma dietinha ou que a vida urbana é sedentária e talvez morra até mais cedo ou não possa ter filhos de tanta dor nas costas por ter sentado mais errado que contorcionista a sua vida toda, em pensar que a segunda-feira está alí na esquina te esperando, pensar que não tem dinheiro e que o que deveria ter não recebe e não dura, pensar se vc está sozinho demais ou triste demais ou com tendências depressivas.

Vc não precisa pensar em nada disso.

E depois perguntam pq essas coisas "fúteis" fazem tanto sucesso...

Tuesday, April 12, 2005

A Lei de Murphy para o Transporte Público

Quem mora em grandes e fica a mercê da dinâmica do transporte público, como é o meu caso, já passou por variadas situações inusitadas e começa a perceber que algumas coisas parecem ser mais estranhas do que parecem.

Já reparou que às vezes quando você está toda limpinha acha um banco de ônibus que vai te sujar, que quando vc está mais cansada e carregada de coisas tem que ir em pé no metrô, quando você não consegue trocar a sua nota grande é o dia que o cobrador saiu do ponto sem troco; e (essa ganha o troféu Murphy) se vc depende de uma linha que não passa com muita frequência quando vc estiver mais atrasada é quando ela mais vai demorar pra passar (enquanto que nos dias em que você tem tempo sobrando não leva nem 5 minutos).

Uma situação particular me enerva ao extremo que é estar do outro lado da rua pra atravessar e ver o seu ônibus (que leva sempre séculos para passar e quando o faz está sempre lotado) passar lindo como se nada tivesse acontecido e nem parar no ponto, ou mesmo que pare vc não consegue atravessar a rua ou não está perto o suficiente para correr até ele. Óbvio que para isso acontecer, vc também precisa estar atrasada, pq é claro, que graça tem perder o ônibus na sua cara se vc tem todo o tempo do mundo?

Hj isso aconteceu comigo, mas foi o extremo do Murphismo! Eu estava saindo da faculdade e vi o meu ônibus (que chega a demorar uns 25 minutos pra passar quando de bom humor) do outro lado da rua. Não só um como dois, um com ar e outro sem. Parecia pesadelo. Eu sabia que se os dois estavam passando juntos era sinal de que o próximo só viria o dobro do tempo normal depois. Resignada de não conseguir chegar no sinal e atravessar a tempo eu fiquei lá esperando o sinal fechar pra (se os deuses fossem bons comigo) esperar que algum outro passasse dentro da próxima hora. Só que não levou uma hora pro outro passar, pelo contrário, enquanto eu estava lá, parada esperando o sinal fechar (ou os carros pararem de passar, oq acontecesse primeiro) passaram mais dois ônibus do mesmo. Repito: passaram mais DOIS ônibus daquele. Direto, reto, livres, leves e soltos (ah, e é claro vazios).

Imagina, em menos de um minuto e meio passaram QUATRO ôibus da mesma linha daqueles que não passam nunca! E eu que nem uma palmeira plantada do outro lado da rua olhando aquilo. Quem já passou por cena similar sabe o desespero. Nenhum ser humano, por pior que seja merece passar por coisas como essa!

Monday, April 04, 2005

Homens Bananas

Com certeza não vou me lembrar onde foi que eu li que dizia que as mulheres de antigamente não existem mais e procuram por homens que ainda não existem.

Estou atualmente seguindo dois casos bem de perto. Um pessoal e outro de uma amiga.

Primeiro a amiga:

Uma amiga minha estava me mostrando o flog novo que ela fez e acabou me contando que o desenho que estava lá (um menino com o coração na mão na frente de uma menina dizendo "eu te dou o meu coração") era para ser significativo para um amigo de quem ela obviamente gostava. Mas claro, sempre há complicações. Ela e ele se aproximaram mais na amizade quando os dois se juntavam para reclamar dos amores perdidos e das desilusões amorosas e de como a vida a dois não dá muito certo. Como ela me explicou, como é que se diz pra um alguém assim que no fim vc está gostando dele? É complicado. Mas como amiga ela mostrou o flog pra ele e ele se deu conta do que estava acontecendo. Foi falar com uns amigos em comum que eles têm e parece que o menino já havia expressado seu interesse nela previamente.
Hj os dois tiveram a oportunidade de estar mais sozinhos uma vez que teve um programa coletivo de ir ao cinema. Mas sabe como é cinema, qualquer coisa pode acontecer, é só querer.

Só que não aconteceu nada. Segundo o relato que ela me deu ele parece estar assustado com a velocidade da coisa e por isso não vai nem se mexer e nem ela deve se mexer.

Aí eu fico me perguntando: oq aconteceu com os homens? Não eram eles antigamente tão avançadinhos, tão confiantes e cheios de si que as mulheres inventaram o "cú doce" só pra se fingir de difícil com tanta investida? E oq aconteceu? As coisas se reverteram de tal maneira que a gente que tá tendo que botar a bola na marca do penalti, ir lá e deliberadamente tirar o goleiro e nem assim eles chutam a desgraça da bola!

Veja o meu caso:

Como eu já disse em post anterior eu tinha um trauma adolescente que certa vez um amigo me explicou que os meninos não chegariam em mim se eu não desse bola pra eles, tinha que mostrar sinais de interesse. Como eu sempre fui meio cega e songa-monga eu não tinha coragem de olhar pra cara nenhum, não tinha coragem de olhar nos olhos de ninguém, de mostrar qualquer interesse ou imaginar que alguém soubesse que eu tinha interesse. Ainda assim contando a retrospectiva eu posso dizer que tive que dar muito em cima dos caras que eu já fiquei e namorei pra eles desempacarem da inércia total.

Mais recentemente, mas não faz muito tempo eu me dei conta que o tal trauma adolescente não tinha lá muita razão pq eu tenho experimentado dar em cima de certas pessoas que me interessam e só levei fora ou testemunhei inércia. Fora a gente leva, é ruim, é triste, mas vc ao menos tem alguma certeza, mas inércia é algo absolutamente irritante, principalmente para pessoas meio ansiosas como eu.

Tipo, meu recente caso de inérica começou com o que eu acredito ele dando em cima de mim. Fez massagem nos meus pés quando eu tava semi-morta e fez várias outras insinuações como que tava me devendo massagem com óleo, que eu era uma formosura e que queria me deixar bêbada em determinada festa que íamos. Eu quando o vi pela primeira vez e não o conhecia não foi amor à primeira vista, mas devo dizer que é um menino bonito e que se mostrou bem interessante no caminho. Aí eu fui me deixando envolver pela idéia, crente que a tal festa seria a oportunidade ideal para ele mostrar que daria um passo para a ação ao invés de ficar só na falação.

Ontem foi a tal festa. Eu cheguei primeiro e do momento em que ele se juntou na minha roda pra conversar eu comecei a partir para a tática do insinuar e se manter perto para ver se a ficha caía e eles mostrava a que veio. Conversei, mantive contato corporal, olhei nos olhos, brinquei, fiz uma pequena massagem nas costas dele que tava doendo e no final ficamos conversando os dois na beira da água e descobrimos até que temos algumas coisas em comum, como parentes em macaé. A essa altura todos os casais já tinham se resolvido e a gente só na conversa. Não que eu não goste de conversa, acho até que dei um passo adiante na experiência do mútuo conhecimento. Mas ficou só nisso. A noite acabou, o pessoal tinha que ir embora e nós tivemos que cortar o papo a dois, que (pelo menos pra mim) tava muito bom e podia durar ainda bastante tempo e que ao mesmo tempo não tinha passado de trivialidades da vida de cada um.

Aí eu fiquei me pergutando: oq houve? oq eu fiz de errado? será que eu interpretei errado aquelas brincadeiras insinuantes de outros dias? será que era só brincadeira? será que na verdade eu não sou o tipo de garota que ele gosta? será que eu fui tão clara que eu espantei o menino que se retraiu? o que foi que aconteceu?

Sabe, esse joguinho cansa. Não só pelo estresse da ansiedade, mas tb pela incerteza. Cérebros como o meu levam as situações incertas para o lado negativo, o que acaba com a minha auto-estima.

E no fim eu penso, ao ver o meu caso e o da minha amiga, será que é realmente culpa nossa? Ou será que esses homens de hj em dia é que são uns bananas e depois vão reclamar que as mulheres que andam muito avançadinhas?!