Casa da Floresta

VIDA: APRENDIZADO NA PRÁTICA.

Tuesday, March 22, 2005

O caso da arma e a troca de religião

Altar montado finalmente, espera-se que indefinidamente. Não tem nem 24 hrs, mas já deu discussão.
Cheguei em casa e ouvi que meu pai e minha madrasta estavam preocupados, não com o pano preto, não com a vela preta não com o pentagrama ou o caldeirão em cima da sapateira dela, mas sim com a "arma" que eu tinha a vista no meu quarto. Arma? Ok, o meu athame num é minúsculo e tem até uma pontinha, mas fora isso dificilmente seria classificado como arma. Num tem fio nenhum e a ponta nem é lá tãããããão afiada. Expliquei que as facas da cozinha são mais letais que a minha "faca", que é pra direcionar energias, etc.

Sabe oq eu ouvi? Aparentemente minha madrasta (pessoa que eu adoro, mas que é absolutamente mente fechada para certos assuntos) e a empregada ficam discutindo a minha opção religiosa. Parece que é unânime que seria muito melhor se eu voltasse a ser católica. Qual é realmente a diferença? Tipo, nunca fiz nenhuma magia, ritual, etc. na frente de nenhuma delas; não me comporto como uma bruxinha dessas da moda pregando a bruxaria aos quatro cantos. Não faço absolutamente nada de religioso na frente delas e a empregada até aceitou uns incenso de arruda meus para fazer uma limpeza na casa dela.

Então qual é a diferença? Será apenas a ameaça e o preconceito? Que ameaça represento eu? Meu comportamento é absolutamente o mesmo que sempre foi e não é pq eu tenho um altar montado depois de 4 anos de tentativas que qualquer comportamento meu vai mudar. Ok, o pessoal que passar aqui pelo quarto vai ficar um pouquinho assustado, as empregadas devem se benzer antes de entrar aqui e eu devo ganhar talvez alguns santinhos lá da mãe da minha madrasta. Mas oq é que ela pensa que muda? Se eu for católica serei boazinha e não serei uma ameaça?

Já vi que isso vai dar oq falar aqui por um booooooooooom tempo....

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