Casa da Floresta

VIDA: APRENDIZADO NA PRÁTICA.

Tuesday, December 19, 2006

O que desejamos..

Tirei esse texto do flog da minha amadíssima Aline *Senhora dos Anéis* e estou postando aqui para que eu nunca esqueça.

Parafraseando o psicólogo suíço Carl Gustav Jung:

"Até que você incorpore o seu inconsciente no plano consciente, ele vai dirigir sua vida e você vai chamá-lo de destino". Estamos sempre desejando coisas, mas nem sempre sabemos por quê. A primeira atitude a tomar em relação à sua vida é se perguntar o que quer e depois com que objetivo.

Muitos querem algo para provar que conseguem ou mesmo que merecem ter sucesso, dinheiro ou o que quer que seja. No fundo, o que buscamos é ser amados, queridos, aceitos, livres etc. Estes são os verdadeiros motivos. Os motivos que encobrem as nossas convicções. A mudança de realidade, seja a de um casamento ruim, uma doença, um desemprego, uma falência, ou qualquer pesadelo que se possa estar vivendo, começa pela percepção de que primeiro é você que está criando essas experiências para si mesmo e, segundo, você pode mudar tudo. Basta começar identificando o real sentimento por detrás desses acontecimentos desagradáveis.

Enquanto não definimos o real objetivo, o Universo não interage. Portanto, todas as vezes que desejar qualquer coisa, pergunte-se qual o objetivo. Você se surpreenderá com a quantidade de maquiagens da verdade. Outra dica que aprendi, recentemente, é que use no final de suas frases - que indicam uma solicitação ao Universo - a expressão "Isto ou algo melhor" que nada mais é do que "Seja feita a Tua Vontade". Assim, o Universo ficará mais livre para trazer o que você pediu, da melhor forma possível. "Quando você sabe o que quer, tudo que precisa fazer é mentalizar esse desejo e senti-lo. É só isso. O Universo – o Espírito de tudo o que existe – captará seu sinal e o projetará na tela da sua vida", diz Joe Vitale em seu livro "Criando Riqueza e Prosperidade".

Outro erro que as pessoas cometem é fazer pedidos com sentimentos desesperados, repetindo a mesma frase, compulsivamente. Fale ou pense sobre o que quer que aconteça, serena e confiantemente. Em princípio pode ser difícil, mas lembre-se que você vive o que você acredita. Somos os roteiristas da nossa vida. Para quem quer estabelecer a relação de cura física, pode falar a frase "Obrigado, Senhor, por todas as bênçãos que me foram dadas e por todas as bênçãos que recebo agora". Quando agradecemos, estabelecemos o sentimento de confiança com o Universo que pela Lei da Atração traz a cura. Tudo o que somos projetamos para o lado de fora, por isso cuidado com o que pensa. De nada adianta repetir frases ou desejos se, logo em seguida, numa situação do cotidiano, desdizemos aquilo que pedimos. Por exemplo, se você quer viver um amor, mas logo que distrai o pensamento diz que está sem muita sorte para o amor, é no mínimo um desejo conflitante. Se você quer um emprego e vive dizendo que a situação do país é dura e que não há empregos, não há fórmula mágica que resista a um boicote desses.

Iniciar o seu pedido com a poderosa expressão "EU SOU" faz com que você estabeleça a sua definição sobre si mesmo. A resposta é imediata. "EU SOU FELIZ", "EU SOU SAUDÁVEL", "EU SOU PRÓSPERO", "EU SOU UMA PESSOA REALIZADA EM TODOS OS ASPECTOS", são algumas frases que decidem como você viverá. Jamais focalize o que não quer. Dê ênfase sempre ao que quer que aconteça.

Desde muito cedo somos condicionados a ser vítimas da vida. Um exercício simples para saber onde você se encontra, nesse momento, é se perguntar no que está pensando agora e se você está satisfeito com esse pensamento. Tenha em mente que qualquer coisa que esteja vivendo, mesmo que seja muito ruim, vai passar. Perpetuar pensamentos negativos só leva a continuar o filme ruim.

Por pior que esteja, a única maneira de mudar é se recondicionar internamente com pensamentos positivos. No começo se sentirá como um tolo, falando coisas que nem acredita mas, à medida que insiste na mudança do padrão desses pensamentos desesperançados, o filme que você estará projetando para fora será bem diferente.

Acreditar é acima de tudo confiar que nada é para sempre.

Wednesday, October 05, 2005

Fechada pra Balanço

Estou colocando o blog em pausa por tempo indeterminado.

Hora de viver internamente um pouquinho.

Sunday, September 18, 2005

Atualmente..

Atualmente tenho me preocupado mais em trabalhar. Dar duro, me estressar, me divertir..

Não tenho tanto chorado pelos cantos. Não que algumas coisas não me entristeçam ou me faltem, mas acho que há menos tempo para se gastar em lágrimas.

Tem sido até duro, mas tem sido um tempo de aprendizado. De plantio. Falta ver em que colheita isso vai dar.

O tempo de fazer nada tem sido sagrado. Arrumar o quarto, acender uma vela, cuidar das plantas, ver filme ruim na tv aberta...

Não tenho visto muito os amigos, por isso, cada vez é especial. Ir à barra anda difícil, nem sei quando foi a última vez que vi minha mãe.

Hj coloquei aquela calça que comprei nos EUA. Céus, como estou mais gorda. Chega a ser difícil de acreditar. As dietas nunca engatam. Pq é tão difícil? Praticamente só faço 2 refeições ao dia e cada dia estou mais gorda! Pq meu corpo trabalha contra mim e não ao meu favor?

Esse ano a facul acaba, o estágio junto. Oq vem no futuro?

Ao menos a poupança está crescendo. As dívidas diminuindo. Mas não posso descuidar.

Sinto falta de bicho.

Wednesday, June 22, 2005

Por que chorar?

Não entendo realmente
Por que bate aqui dentro
Essa vontade doente
de querer sentir, de ser, de ter e de amar.

Quantos sapos são necessários beijar?
Quantas desilusões sentir?
Quantas noites sozinha dormir?
E quantas lágrimas chorar?

E por quê chorar?
Mesmo não sendo a única,
Mesmo não estando sozinha nessa,
Mesmo que pareça ridículo
(E muitas vezes nem valha a pena)
Por quê termino a chorar?

A desilusão é minha amiga,
A solidão também.
Se sempre que se tenta,
Se cai,
Por quê levantar e tentar de novo?

Dizem os outros,
Que o futuro me reserva
Aquele que tanto procuro.
Que não é O príncipe,
Mas é o MEU príncipe.
Tudo que eu preciso fazer é esperar.

Mas pra mim o futuro é agora,
No segundo que se torna presente.
E este não é suficiente,
Para me fazer parar de chorar,
Por enquanto...

Monday, May 30, 2005

Quem bate não lembra...

Hoje estava aqui em casa em mais um dia, semi-normal na minha vida conversando com o meu irmão que resolveu aparecer, sobre coisas normais.

Atrás de nós a empregada deu um risinho. Ela disse que ninguém nunca imaginaria que depois de tudo que a gente passou um com o outro que um dia estaríamos os dois conversando civilizadamente.

Ela nos viu nscer e já teve que segurar muita briga nossa, muita mesmo.

Mas o interessante disso tudo não foi isso, mas o fato de que meu irmão alega não ter qualquer lembrança dessas brigas. Nenhuma!!!

Enquanto eu tenho uma dúzia de traumas de infância por causa de um monte de porrada que eu levei, de um monte de xingamentos que eu tive que aguentar e todo tipo de abuso violento e verbal que eu tive que passar por causa dele. E ele não se lembra de NADA! Nenhum dos socos, nenhum dos tapas, nenhum dos chutes, puxões de cabeços, brigas de facas. Não se lembra de ter me chamado de baleia ou vagabunda, NADA!

Isso me fez pensar que o ditado é realmente verdade: quem bate não lembra, mas quem apanha lembra para sempre.

Friday, May 27, 2005

Practical Magic

Comprei esse feriado o dvd de "Da Magia à Sedução" e tava aqui olhando.
Eu realmente devo estar insuportável esses dias pq ando num drama só, mas hey, todos passamos por essas fases.

Alguns quotes:

Sally Owens: Can love really travel back in time and heal a broken heart? Was it our jointed hands that finally lifted Marie's curse? I'd like to think so. But there are some things I know for certain: always throw spilt salt over your left shoulder, keep rosemary by your garden gate, plant lavender for luck, and fall in love whenever you can.

~*~

Young Sally Owens: He will hear my call a mile away. He will whistle my favorite song. He can ride a pony backwards.
Young Gillian Owens: What are you doing?
Young Sally Owens: Summoning up a true love spell called Amas Veritas. He can flip pancakes in the air. He'll be marvelously kind. And his favorite shape will be a star. And he'll have one green eye and one blue.
Young Gillian Owens: Thought you never wanted to fall in love.
Young Sally Owens: That's the point. The guy I dreamed of doesn't exist. And if he doesn't exist, I'll never die of a broken heart.

~*~

Sally Owens: All I want is a normal life.
Aunt Frances Owens: My darling girl, when are you going to understand that being normal is not necessarily a virtue? It rather denotes a lack of courage!
Sally Owens: Well, it's what I want.

~*~

Sally Owens: [Sally's letter to Gillian] Sometimes I feel like theres a hole inside of me, an emptiness that at times seems to burn. I think if you lifted my heart to your ear, you could probably hear the ocean. The moon tonight, theres a circle around it. Sign of trouble not far behind. I have this dream of being whole. Of not going to sleep each night, wanting. But still sometimes, when the wind is warm or the crickets sing... I dream of a love that even time will lie down and be still for. I just want someone to love me. I want to be seen. I don't know. Maybe I had my happiness. I don't want to believe it but, there is no man Gilly. Only that moon.

~*~
Agora as engraçadas:
~*~

Sally Owens: And I don't want them dancing naked under the full moon!
Aunt Jet Owens: No, of course. The nudity is entirely optional. As you well remember!

~*~

Kylie Owens: Mom, I'm worried about Antonia. Did you know that she put on her mouse ears and drives around town, all liquored up, NAKED?

~*~

Children: Witch! Witch! You're a bitch! Witch! Witch! You're a bitch!
Sally Owens: You'd think after three hundred years they'd come up with a better rhyme!

Wednesday, May 25, 2005

10 Mandamentos da Mulher Moderna

Essa é velha e eu já recebi por e-mail umas 500 vezes, mas para ficar marcado, já que já diz uma amiga minha, estamos na Semana Internacional da Revolta Feminina contra os Homens (e sim, nós somos muito clube da Luluzinha mesmo), vai pro registro:

Vale a pena lembrar....

1) Se ele se interessou, ele liga !!!! É isso mesmo, quando o cara quer, não tem projeto importante, morte da tia ou trânsito maluco que impeça de te convidar pra sair.

2) Passou uma semana sem ouvir notícias dele ? Esquece, parte para outra! Ligar para saber se tá tudo bem, nem pensar! Homem que dá perdido merece ser encontrado morto no partamento e pelo zelador doprédio, porque os vizinhos nãoa güentam mais o fedor de carniça...

3) Vocês saíram e ele não ligou mais. Foi porque você deu? Ou foi porque você não deu? Na verdade, pouco importa. Se o que ele estava afim era de sexo, e rolou, ótimo! Sexo é que nem pizza, bom-até-quando-é-ruim, e tal. Mas se você não deu, ele provavelmentenão te procurou mais por que achou que ia dar muito trabalho. Ou seja, pare de se atormentar porque transou ou não!!! Duas lições: dar umade difícil na nossa idade já era !!! RIDÍCULO é fazer tipinho!!! E além do mais, vc vai se arrepender de ter dado e de não ter dado....

4) HOMENS COMPROMETIDOS - diga não!!! A relação dele tá em crise, péssima, só falta oficializar o fim??? Ótimo! Se ele quiser continuar infeliz, dane-se! Senão, ele termina de uma vez e depois te procura, combinado?

5) GRANA - O cara é ótimo, gostoso, culto, mas ganha uma merreca e/ou está desempregado. Tudo bem, você não está atrás do golpe do baú. Trabalha, paga suas contas, não precisa disso. Mas não há paixão fulminante que resista a ter que transar sempre em casa, nunca conseguir ir num lugar legal, um jantarzinho bacana, um final de semana em um chalé... Só ganhar presentes chinfrim (quando ganha !!) e sempre ouvir "Não tenho grana" para tudo. Isto também NÃO DÁ !!

6) CHIFRUDO: o homem que merece ser traído, não merece nem estar comigo...

7) Ouviu aquela clássica: "Vc é boa demais pra mim..." Acredite, amiga! É mesmo!!! Descarte o cidadão e pare de bancar a Madre Tereza de Calcutá!

8) NÃO TENTE... Não dá pra namorar um cara pelo qual você não tem um mínimo de admiração.

9) TRAIÇÃO - Não continue com um cara que te chifrou se você não agüentar a onda de ser traída de novo. E olho vivo se ele já foi infiel com outras. A gente sempre acha que com a gente vai ser diferente... ESQUEÇA!!! Nunca é !

10) E NÃO esqueça... A "FILA ANDA"!!! "Pior do que nunca achar o homem certo, é viver pra sempre com o homem errado" .

Sunday, April 17, 2005

More to Life

More to Life - Stacie Orrico

"I've got it all,
but I feel so deprived
I go up, I come down and
I'm emptier inside

Tell me what is this thing
that I feel like I'm missing
And why can't I let it go

CHORUS:
There's gotta be more to life...
Than chasing down every temporary high to satisfy me
Cause the more that I'm...
Trippin' out thinkin' there must be more to life
Well it's life, but I'm sure...

There's gotta be more

(Than wanting more)

I've got the time and
I'm wasting it slowly
Here in this moment
I'm half-way out the door
Onto the next thing,
I'm searching
for something that's missing

CHORUS

I'm wanting more
I'm always waiting on something other than this
Why am I feelin' like there's something I missed....
Always... Always...

CHORUS - repeat twice

More to life
There's gotta be more to life (more to life)
There's gotta be more to life (more)
More to my life"

Saturday, April 16, 2005

Sinto falta da tv a cabo

Parece ridículo dizer isso, mas eu realmente sinto falta da tv a cabo. Tenho certeza que ela atrapalhava várias coisas na minha vida, mas ainda assim eu sinto falta daquela um, duas, três horas diárias de doses de fantasia pura onde dava pra esquecer que vc é vc e não precisar pensar em nada na vida, não precisar pensar em faculdade, não precisar pensar que se está desempregada, que não tem aquele "alguém especial" do seu lado, não pensar na última briga dos seus pais (entre eles ou com vc), não pensar nos problemas dos seus irmãos, ou que vc está precisando de uma dietinha ou que a vida urbana é sedentária e talvez morra até mais cedo ou não possa ter filhos de tanta dor nas costas por ter sentado mais errado que contorcionista a sua vida toda, em pensar que a segunda-feira está alí na esquina te esperando, pensar que não tem dinheiro e que o que deveria ter não recebe e não dura, pensar se vc está sozinho demais ou triste demais ou com tendências depressivas.

Vc não precisa pensar em nada disso.

E depois perguntam pq essas coisas "fúteis" fazem tanto sucesso...

Tuesday, April 12, 2005

A Lei de Murphy para o Transporte Público

Quem mora em grandes e fica a mercê da dinâmica do transporte público, como é o meu caso, já passou por variadas situações inusitadas e começa a perceber que algumas coisas parecem ser mais estranhas do que parecem.

Já reparou que às vezes quando você está toda limpinha acha um banco de ônibus que vai te sujar, que quando vc está mais cansada e carregada de coisas tem que ir em pé no metrô, quando você não consegue trocar a sua nota grande é o dia que o cobrador saiu do ponto sem troco; e (essa ganha o troféu Murphy) se vc depende de uma linha que não passa com muita frequência quando vc estiver mais atrasada é quando ela mais vai demorar pra passar (enquanto que nos dias em que você tem tempo sobrando não leva nem 5 minutos).

Uma situação particular me enerva ao extremo que é estar do outro lado da rua pra atravessar e ver o seu ônibus (que leva sempre séculos para passar e quando o faz está sempre lotado) passar lindo como se nada tivesse acontecido e nem parar no ponto, ou mesmo que pare vc não consegue atravessar a rua ou não está perto o suficiente para correr até ele. Óbvio que para isso acontecer, vc também precisa estar atrasada, pq é claro, que graça tem perder o ônibus na sua cara se vc tem todo o tempo do mundo?

Hj isso aconteceu comigo, mas foi o extremo do Murphismo! Eu estava saindo da faculdade e vi o meu ônibus (que chega a demorar uns 25 minutos pra passar quando de bom humor) do outro lado da rua. Não só um como dois, um com ar e outro sem. Parecia pesadelo. Eu sabia que se os dois estavam passando juntos era sinal de que o próximo só viria o dobro do tempo normal depois. Resignada de não conseguir chegar no sinal e atravessar a tempo eu fiquei lá esperando o sinal fechar pra (se os deuses fossem bons comigo) esperar que algum outro passasse dentro da próxima hora. Só que não levou uma hora pro outro passar, pelo contrário, enquanto eu estava lá, parada esperando o sinal fechar (ou os carros pararem de passar, oq acontecesse primeiro) passaram mais dois ônibus do mesmo. Repito: passaram mais DOIS ônibus daquele. Direto, reto, livres, leves e soltos (ah, e é claro vazios).

Imagina, em menos de um minuto e meio passaram QUATRO ôibus da mesma linha daqueles que não passam nunca! E eu que nem uma palmeira plantada do outro lado da rua olhando aquilo. Quem já passou por cena similar sabe o desespero. Nenhum ser humano, por pior que seja merece passar por coisas como essa!

Monday, April 04, 2005

Homens Bananas

Com certeza não vou me lembrar onde foi que eu li que dizia que as mulheres de antigamente não existem mais e procuram por homens que ainda não existem.

Estou atualmente seguindo dois casos bem de perto. Um pessoal e outro de uma amiga.

Primeiro a amiga:

Uma amiga minha estava me mostrando o flog novo que ela fez e acabou me contando que o desenho que estava lá (um menino com o coração na mão na frente de uma menina dizendo "eu te dou o meu coração") era para ser significativo para um amigo de quem ela obviamente gostava. Mas claro, sempre há complicações. Ela e ele se aproximaram mais na amizade quando os dois se juntavam para reclamar dos amores perdidos e das desilusões amorosas e de como a vida a dois não dá muito certo. Como ela me explicou, como é que se diz pra um alguém assim que no fim vc está gostando dele? É complicado. Mas como amiga ela mostrou o flog pra ele e ele se deu conta do que estava acontecendo. Foi falar com uns amigos em comum que eles têm e parece que o menino já havia expressado seu interesse nela previamente.
Hj os dois tiveram a oportunidade de estar mais sozinhos uma vez que teve um programa coletivo de ir ao cinema. Mas sabe como é cinema, qualquer coisa pode acontecer, é só querer.

Só que não aconteceu nada. Segundo o relato que ela me deu ele parece estar assustado com a velocidade da coisa e por isso não vai nem se mexer e nem ela deve se mexer.

Aí eu fico me perguntando: oq aconteceu com os homens? Não eram eles antigamente tão avançadinhos, tão confiantes e cheios de si que as mulheres inventaram o "cú doce" só pra se fingir de difícil com tanta investida? E oq aconteceu? As coisas se reverteram de tal maneira que a gente que tá tendo que botar a bola na marca do penalti, ir lá e deliberadamente tirar o goleiro e nem assim eles chutam a desgraça da bola!

Veja o meu caso:

Como eu já disse em post anterior eu tinha um trauma adolescente que certa vez um amigo me explicou que os meninos não chegariam em mim se eu não desse bola pra eles, tinha que mostrar sinais de interesse. Como eu sempre fui meio cega e songa-monga eu não tinha coragem de olhar pra cara nenhum, não tinha coragem de olhar nos olhos de ninguém, de mostrar qualquer interesse ou imaginar que alguém soubesse que eu tinha interesse. Ainda assim contando a retrospectiva eu posso dizer que tive que dar muito em cima dos caras que eu já fiquei e namorei pra eles desempacarem da inércia total.

Mais recentemente, mas não faz muito tempo eu me dei conta que o tal trauma adolescente não tinha lá muita razão pq eu tenho experimentado dar em cima de certas pessoas que me interessam e só levei fora ou testemunhei inércia. Fora a gente leva, é ruim, é triste, mas vc ao menos tem alguma certeza, mas inércia é algo absolutamente irritante, principalmente para pessoas meio ansiosas como eu.

Tipo, meu recente caso de inérica começou com o que eu acredito ele dando em cima de mim. Fez massagem nos meus pés quando eu tava semi-morta e fez várias outras insinuações como que tava me devendo massagem com óleo, que eu era uma formosura e que queria me deixar bêbada em determinada festa que íamos. Eu quando o vi pela primeira vez e não o conhecia não foi amor à primeira vista, mas devo dizer que é um menino bonito e que se mostrou bem interessante no caminho. Aí eu fui me deixando envolver pela idéia, crente que a tal festa seria a oportunidade ideal para ele mostrar que daria um passo para a ação ao invés de ficar só na falação.

Ontem foi a tal festa. Eu cheguei primeiro e do momento em que ele se juntou na minha roda pra conversar eu comecei a partir para a tática do insinuar e se manter perto para ver se a ficha caía e eles mostrava a que veio. Conversei, mantive contato corporal, olhei nos olhos, brinquei, fiz uma pequena massagem nas costas dele que tava doendo e no final ficamos conversando os dois na beira da água e descobrimos até que temos algumas coisas em comum, como parentes em macaé. A essa altura todos os casais já tinham se resolvido e a gente só na conversa. Não que eu não goste de conversa, acho até que dei um passo adiante na experiência do mútuo conhecimento. Mas ficou só nisso. A noite acabou, o pessoal tinha que ir embora e nós tivemos que cortar o papo a dois, que (pelo menos pra mim) tava muito bom e podia durar ainda bastante tempo e que ao mesmo tempo não tinha passado de trivialidades da vida de cada um.

Aí eu fiquei me pergutando: oq houve? oq eu fiz de errado? será que eu interpretei errado aquelas brincadeiras insinuantes de outros dias? será que era só brincadeira? será que na verdade eu não sou o tipo de garota que ele gosta? será que eu fui tão clara que eu espantei o menino que se retraiu? o que foi que aconteceu?

Sabe, esse joguinho cansa. Não só pelo estresse da ansiedade, mas tb pela incerteza. Cérebros como o meu levam as situações incertas para o lado negativo, o que acaba com a minha auto-estima.

E no fim eu penso, ao ver o meu caso e o da minha amiga, será que é realmente culpa nossa? Ou será que esses homens de hj em dia é que são uns bananas e depois vão reclamar que as mulheres que andam muito avançadinhas?!

Tuesday, March 22, 2005

O caso da arma e a troca de religião

Altar montado finalmente, espera-se que indefinidamente. Não tem nem 24 hrs, mas já deu discussão.
Cheguei em casa e ouvi que meu pai e minha madrasta estavam preocupados, não com o pano preto, não com a vela preta não com o pentagrama ou o caldeirão em cima da sapateira dela, mas sim com a "arma" que eu tinha a vista no meu quarto. Arma? Ok, o meu athame num é minúsculo e tem até uma pontinha, mas fora isso dificilmente seria classificado como arma. Num tem fio nenhum e a ponta nem é lá tãããããão afiada. Expliquei que as facas da cozinha são mais letais que a minha "faca", que é pra direcionar energias, etc.

Sabe oq eu ouvi? Aparentemente minha madrasta (pessoa que eu adoro, mas que é absolutamente mente fechada para certos assuntos) e a empregada ficam discutindo a minha opção religiosa. Parece que é unânime que seria muito melhor se eu voltasse a ser católica. Qual é realmente a diferença? Tipo, nunca fiz nenhuma magia, ritual, etc. na frente de nenhuma delas; não me comporto como uma bruxinha dessas da moda pregando a bruxaria aos quatro cantos. Não faço absolutamente nada de religioso na frente delas e a empregada até aceitou uns incenso de arruda meus para fazer uma limpeza na casa dela.

Então qual é a diferença? Será apenas a ameaça e o preconceito? Que ameaça represento eu? Meu comportamento é absolutamente o mesmo que sempre foi e não é pq eu tenho um altar montado depois de 4 anos de tentativas que qualquer comportamento meu vai mudar. Ok, o pessoal que passar aqui pelo quarto vai ficar um pouquinho assustado, as empregadas devem se benzer antes de entrar aqui e eu devo ganhar talvez alguns santinhos lá da mãe da minha madrasta. Mas oq é que ela pensa que muda? Se eu for católica serei boazinha e não serei uma ameaça?

Já vi que isso vai dar oq falar aqui por um booooooooooom tempo....

Tuesday, March 15, 2005

De empregadas

Se tem uma coisa que as pessoas não podem me julgar é de ser uma pessoa preconceituosa à classe das empregadas domésticas até pq eu passei mais tempo com elas que com os meus pais e algumas me viram nascer e crescer.

O engraçado é o que fica daquelas que passam rápido na nossa vida.

Uns tempos atrás eu tinha uma empregada que era fãn nº 1 do ratinho. Era Deus no céu e o ratinho na terra e se tudo desses certo ela iria no programa dele um dia e ele ía consertar a vida dela. Não é uma lembrança muito alegre que eu tenho, até pq essa pessoa depois nos deu uma sacaneada tentando se arpoveitar da minha mãe e ainda ameaçou que iria nos chamar ao ratinho!!!! Imagine só!!!!

Atualmente tem uma menina nova e muito boazinha que trabalha com a mãe da minha madrasta. Ela tem certeza que vai ser a nova estrela do Big Brother Brasil. Pediu pra eu fazer a inscrição dela e tudo! Não adianta eu explicar pra ela a dinâmica do poder e do rabo preso de como aquelas pessoas vão parar lá. Ela continua achando que é possível e que no fim do ano ou ano que vem a gente vai vê-la na televisão.

A última de empregada que eu ouvi na semana passada foi contada pela mãe de um amigo meu que nos disse que tinha mania de tomar leite com farinha láctea toda noite num copo de cristal. A empregada quebrou o bendito copo e ligou pra ela reportando: "A senhora não sabe a tragédia que ocorreu! Aquele copo da senhora quebrou! Mas tb, que vidro mais vagabundo. Aconselho a senhora a tomar leite agora nos copos que ficam em cima da geladeria que são muito mais resistentes!"

Vai fazer oq? Ruim com elas, pior sem elas.

Wednesday, February 02, 2005

Ganha pão

O que acontece quando a gente se forma?

Não que eu esteja formada, mas agora, já é quase como se estivesse.

O mercado de trabalho já está do jeito que está. Vivemos num país onde vender bala no ônibus virou fonte de renda e onde 14 milhões de pessoas se inscrevem pra ser garí,só aqui no rio...

Se vc se fomra médico, ou abre uma clínica ou procura um hospital.

Se vc se forma advogado, cata um escritório, faz um concurso pra juiz, desembargador, blá blá que ganhe dinheiro.

Se vc se forma administrador, vc procura uma grande empresa, de preferência multi-nacional que faça pra vc plano de carreira e garanta o seu sustento pro resto da sua vida (pelo menos pra alguns).

E quando você escolhe ser diferente? Quem vc procura? Será que eu posso me dar ao luxo de ser diferente? Será que isso me garantirá comida na mesa e dinheiro pra constituir família pelo tempo que isso for necessário? Será que realmente estamos fadados a procurar a segurança e nos agarrarmos a ela com unhas e dentes e deixar os nossos sonhos de lado só pq são muito arriscados?

"Grandes riscos: grandes ganhos ou grandes perdas." Como saber? E se for "grandes perdas"?

Pq precisamos ficar tão perdidos, confusos? O mercado não tem espaço para os perdidos e confusos.

Tuesday, February 01, 2005

Cirurgias (update)

E não é que sobrou pra mim??

Meu irmão não só conseguiu fazer a cirurgia sem contar pra minha mãe, escolheu uns dias que ela estaria viajando e eu ainda tive que ir lá ficar de acompanhante pernoite no hospital pq papy tbm tinha que viajar a trabalho.

Não é lindo?

Ao menos o Copa D´Or tem tv a cabo...

Saturday, January 22, 2005

Cirurgias

Quando eu era pequena, achava que cirurgia era aquilo que alguém muito doente fazia porque estava com um problema sério e não tinha outras alternativas a não ser ser internado (normalmente de certa emergência) para operar e retirar um pedaço podre (metáfora) do seu corpo e você ficar saudável de novo.

Tudo bem que a ciência médica já avançou horrores desde que eu era pequena, mas eu achava que o princípio continuava. Talvez eu esteja errada.

Eu, tendo 3 cirurgias antes dos 15 no meu currículo acho que posso dizer com alguma certeza, que o princício deveria ser o mesmo, porque eu posso dizer, ser cortada e costurada, passar 24 horas sem poder beber água, querer urinar e não conseguir pq os seus músculos não funcionam, ficar sem ir ao banheiro uma semana, isso sem contar as cicatrizes, marcas, cuidados, pós-operatórios, remédios e visitas ao médico além da dinheirama que vai numa cirurgia deveria fazer as pessoas pensarem (muito por baixo no mínimo) 3 vezes antes de fazer uma cirurgia.

E isso só no meu caso, que é oq deu certo. Ainda tem gente em coma, morta, com coisas a mais cortadas e até tesouras costurada dentro do corpo. Por serem "exceções", vou desconsiderar esses casos.

Como eu ía dizendo, ainda assim parece que a sociedade atual anda "escolhendo" fazer cirurgia como quem escolhe se vai à praia no fim de semana.

Meu (querido) irmão, garotão de 20 anos, metade da vida de bodyboard, saradão, alto, bronzeado de olhos esverdeados, cobiçado por várias "gatinhas" da night resolveu que precisa de uma cirurgia. Eu (pessoa normal) pensaria se tratar de um tumor, um cisto, um problema de visícula, pedra no rim ou apendicite... os mais triviais. Mas não. Meu (novamente: querido) irmão quer fazer uma cirurgia porque ele, "sem motivo nenhum", sua nos pés e nas mãos.

Eu vou repetir:meu irmão sua nos pés e nas mãos sem estar nervoso e por isso precisa de uma cirurgia.

Foi num médico, fez todos os exames e agora está pleiteando com papai (que absurdamente parece ter concordado com a idéia) fazer essa cirurgia o mais rápido possível.

E o pior, é que eu não posso culpá-lo. Explicarei:

Mamãe (querida) resolveu que eu devo fazer uma dieta básica para no fim do ano ela e meu pai paguem uma lipoaspiração para a minha barriga. Aparentemente, estou desperdiçando os melhores anos da minha vida sendo gorda e todas as amigas dela fizeram essa cirurgia "básica".

Agora eu pergunto: posso culpar o meu irmão?

Friday, January 14, 2005

Cantando

Que bonito.... até a Sandy entrou na minha vida. Nada como as ondas do rádio ligado pela empregada enquanto faxina a casa. Tem coisa que é brega, mas que de vez em quando (apenas de vez em quando) faz algum sentido.

"É assim, só ilusão
A sina de quem ama
E se entrega a paixão
Destinos que se atraem
Pra desencontrar
Segredos que se escondem
Pra tudo acabar

Você desperdiçou
A sua indiferença calou a paixão
Você ainda vai me procurar
Mas eu não volto
Ah, não volto"

Desperdiçou - Sandy e Junior

Se os deuses ajudarem, não volto não.

Wednesday, January 12, 2005

Mulher Emocional

Eu sou a primeira a sair das generalizações, mas tem coisas que parece que vale pra quase todo mundo, ou para determinadas categorias.

Deixando de lado certos xingamentos machistas de que "lugar de mulher é na cozinha" e coisas do gênero, eu devo dizer que afirmar que mulher é um bicho extremamente emocional é acertar pelo menos 98% da classe.

Eu, não sou excessão.

Devo esclarecer que eu não tô dizendo que mulher é manhosa, ou que é fraca ou qualquer coisa assim, mas parece que determinados eventos, coisas ou pessoas nos deixam em estados "alterados de consciência" que batem primeiro no emocional.

Daí a bola de neve rola montanha abaixo. Mulher emocional é um bicho burro eu devo dizer. Burrice leva à cegueira que leva à repetição de determinados padrões de comportamento que mesmo que você tenha certeza que são moralmente errados, que não vão te fazer bem, você vai lá e repete.

Acho uma absoluta falta de respeito que tenham deconsiderado a TPM como atenuante de nos crimes cometidos pela mulher. Com certeza foi criada por um homem ou por uma das felizardas que não sofrem desse mal. Porque devo dizer, se loucura é atenuante, porque TPM não seria? Só quem já passou por isso pode dizer como é. Mas sabe, talvez seja pro melhor. Porque se as pessoas soubessem as loucuras que a mulheres cometem em TPM talvez pessoas como eu fossem proibidas de sair de casa uma vez por mês. Ía dar um trabalho...

Pois bem, eu classifico como mulheres emocionais: as mães, as apaixonadas e as com TPM. São absolutamente burras, passionais, cegas e de alto grau de periculosidade para aqueles que estão em volta. Pior de tudo, são altamente perigosas contra elas mesmas.

Haverá algum dia remédio pra isso?

Thursday, December 23, 2004

Família a gente não escolhe, a gente aguenta.

Tem uma teoria por aí que diz que a gente escolhe os pais que tem quando ainda somos espírito para que com eles possamos viver as experiências que precisamos para crescer, evoluir, blá blá blá....

Eu não acredito realmente que tenha escolhido vir nessa família, mas fazer oq? Não dá pra se emancipar fácil assim mesmo...

Menos de 48 horas para a ceia de Natal e a situação se encontra a seguinte:

- Na cidade só chove. Há dias. Só pra piorar o já caótico transito de final de ano-feirado-natal-ano novo que por si só é desesperador.

- Minha tia está em casa, em Macaé fazendo rabanadas no melhor espírito "se estamos juntos é oq importa".

- Minha mãe está no hospital com meu irmão em overdose alcólica pq não sabe beber e deve tá afogando as mágoas de estar sozinho, sem oq fazer e em más companhias com 3 meses de férias pra aturar em casa e nas festas todos os dias.

- Minha mãe again, não dorme há duas semanas (pelo menos) desde que meus irmãos entraram de férias pq cada um chega uma hora diferente na madrugada e ela tem ouvido de tuberculoso. Além de estar paparicando um ser agregado familiar (ênfase no "agregado") que ocupou a casa, o tempo, a vida e qualquer tempo livre e não livre que ela poderia ter.

- Meu irmãozinho querido não pára em casa, não dá satisfação, não marca hora e não aparece. Tem um egrégora tão grande de não ser encontrado que quando ganhou finalmente seu primeiro celular, este pifou antes de ser inagurado. E, como mencionado anteriormente, chega de madrugada, só pra acordar a minha mãe.

-Meu padrasto, ser de problemas mentais horrendos demais para serem descritos por aqui, ainda anda mandando e desmandando nos caprichos do que ele quer e não quer que a minha mãe faça ou desfaça. Ponto (negativo) na mammys.

- Papi e madrasta estão beeeeem longe, na terra do nunca, onde a modernidade não chega e achando que eu tô já em Macaé.

- E finalmente eu. Eu, sozinha em casa, com mais horas de internet que eu poderia passar. De pijama às 2 e 40 da tarde, decidindo se vai ser mais estressante passar o natal na mamys com os seres bizonhos acima mencionados, na titia, depois de várias horas de engarrafamento, chuva e pouco sono, ou por aqui mesmo, sozinha e sem comida.

A psicóloga vai amar quando eu lembrar que ela existe em janeiro!

Alguma sugestão?

Wednesday, December 01, 2004

A gente colhe aquilo que planta

Ser uma pessoa comodista é muito simples. A inércia parece ser algo inerente ao ser humano. Bom, a alguns seres humanos pelo menos.
Hoje pratiquei esse defeito. Não só hoje, claro, mas esse foi o final dessa novela por enquanto.
Há coisas que não adianta deixar para depois. Não adianta tentar se convencer que ainda tem tempo. Não tem. Ainda mais que haverá sempre mais coisas mais interessantes com o que preencher o tempo. Muito mais interessantes.

Agora não adianta ficar assim. Não adianta chorar o leite derramado. Ainda há outro leite pra tomar conta. Cabeça pra cima e vamos nessa. Não é a primeira nem a última batalha que você vai perder.

Bola pra frente.

Monday, October 25, 2004

Não esquecer Atenas - 3

21- Os felinos no porto são mais amigáveis que no resto da cidade.

22- O mar de Hydra, praia de pedra, européias de topless e tanga do piu-piu.

23- Não é pq a sua praia tem ondas que todas as outras tb têm.

24- Comida chinesa pedida em inglês do card[apio grego não é a melhor pedida. Mas vc queria oq?

25- Às vezes olhas pra trás não dói, mas se o destino quiser e vc menos esperar, essa teimosia sua contra o destino será perdoada e vc acabará conseguindo oq teimou em não querer.

26- Glen: olá estranho.

27- "Cycling for Palestina": gente doida, mas divertida.

28- Se vc dormiu pouco e comeu pouco, andar no museo quente é que não vai melhorar o seu humor.

29- Apesar do que parece: nem todos os caminhos levam à Omonia.

30- Se vc vir um espeto de churrasco em pé rodando peça "um desse sem cebola" que o resto é só felicidade.

Wednesday, October 20, 2004

Não esquecer Atenas - 2

11 - Monastiraki: Como não achar um tênis.

12 - Quem precisa de abertura se eu tenho ensaio?

13 - Nem todo mundo que anda com camisa do Brasil é brasileiro.

14 - Se você não fala grego, não pegue um taxi.

15 - "Aquele negócio alí" sem cebola, por favor.

16 - Se não der pra contar com a bondade alheia ou moedas, não pegue transporte pré-pago.

17 - Sim, eu sou maluca, eu sou estrangeira e tô rindo que nem uma bêbada. Vai encarar?

18 - Se vc tem labirintite, ler em barco enjoa.

19 - Cruzeiro é coisa de gente velha, garçon babão e nad incluído. Mas se vc consegue conviver bem com essas premissas, pode conhecer lugares bem legais.

20 - Nunca dê bola para homens metidos. Total perda de tempo e energia.

Sunday, October 10, 2004

Não esquecer Atenas - 1

Finalmente voltei da Grécia. Se eu for contar tudo eu me perco, por isso fiz uma listagem de coisas que não posso esquecer:

1- Alguém sabe dar informação? (os gregos é que não)

2- O metro não tem catraca. Vc pode correr o risco de entrar sem pagar, mas se for pego... super multa. (eu não levei, claro)

3- Chegar perdida com vista da Acrópoli iluminada de noite é o melhor presente de boas-vindas possível.

4- Mara, Edie e Julian (3 figuras australianas)

5- As americanas. Americanas vã e americanas vêm, mas o que elas querem é sempre igual.

6- Syntagma (se diz síndagma) de noite pela primeira vez.

7- Troco errado. Vc não quer o seu dinheiro de volta? (A gente devolveu assim mesmo)

8- Troca de nome. Eu não me chamo Silva, mas se levar 10 dias pra conseguir o meu crachá eu me chamo oq vc quiser.

9- OAKA: invasão não, eu tenho infinito!

10- Lição 1: Sim, a vila é longe. A cidade só parece pequena. Existe Atenas e a Grande Atenas. (numa comparação bem tosca)

Vou postando de 10 em 10 senão fica muita coisa de uma vez.

Sunday, August 29, 2004

Mundos Distintos

Esse foi um texto que eu escrevi enquanto estava no ônibus entre Aracaju e Maceió.

"Culturas tão diferentes. A senhora canta baladas típicas que contam os costumes do interior. Algumas crianças não se acostumam: eu, menina da cidade, da formalidade, do lugar onde vc entra no ônibus e não conhece nem faz questão de conhecer ninguém nele.

Quase duas horas até chegar a Maceió. Oq fazer? As diferenças são chocantes e visíveis. O perfume francês se mistura com os odores humanos toscos e frescos. Linhas de bordados finos e linhas que mal juntam tecidos. Contas se juntam em bijoux da moda ou em presilhas que prendem cabelos encardidos.

Mesmo assim, o simples parece bem mais feliz. Risos ecoam. Alguns por graça, outros pelo ridículo.

Em Arapiraca tudo morre. As pessoas se despedem. Algumas coisas se mantém no ar, como que mesmo quando voltarmos a fingir que ninguém se conhece, seus restos nos lembrarão que estiveram aqui.

E ainda assim eu me lembro do Rio quando os ambulantes invadem o ônibus, mas a diferença é notável. No lugar de balas, tapioca e milho cozido. Tão parecidos e tão diferentes.

Os sers humanos são iguais em raça. Homo sapiens sapiens. Ainda assim é preciso testemunhar os lugares, as situações, os estados para acreditar em como se tornam tão diferentes.

Daqui, educação, cultura, fé, expressão corporal, linguajar e até o fato de filosofar. Alguns se sentam em bancos forrados de carros importados que rodam a cidade até o próximo ponto da moda onde dançarão a esmo, tão blazé quanto suas vidas deprimidas e fúteis. Outros não sabem o que é um carro importado, asfalto só existe na estrada e os bancos são duros, sujos, empoeirados e de tinta descascada. Mas cantam sua alegria de viver.

O da cidade não entende como vivem bem e felizes essas pessoas sem carros, sem fumaça, internet, salas de cinema com 300 pessoas e telas de 20 metros de altura, sem baladas, bebidas caras, pratos internacionais...

Talvez essa seja a verdadeira lição de vida a se aprender. Viver simples e viver feliz."

Caraca, meio confuso... Muitas horas de ônibus me deixam meio chapada. =P

Saturday, August 07, 2004

Normal eu?

Sinceramente, eu não sou ninguém pra julgar os outros, mas eu bem que posso dizer que eu só conheço gente louca.

Como sabiamente me disse uma amiga certa vez: "Quando eu olho à minha volta eu até me sinto normal. Mas eu não sou normal, na verdade sou uma das pessoas mais loucas que eu conheço. Então imagine os outros..."

Mas é engraçado pensar. O pessoal diz aquela de "diga-me com quem andas e eu te direi quem é". Eu não acredito que isso se aplique realmente a mim a não ser que alguém realmente conhecesse todos os meios nos quais eu ando. Oq eu te digo, é impossível.

Sempre fui uma pessoa muito "dada". Pelo menos era oq dizia a minha mãe de quando eu ainda era uma criança de colo. Sempre fui com todo mundo, nunca tive problema com lugares e pessoas estranhas. Se me levam, eu tô indo. Acho que é assim até hj. Eu não tenho grandes problemas nem preconceitos. Vc me acha desde o Copacabana Palace em gala até a Bunker de vestido bordô de bolinhas brancas (super hype - como disse um amigo meu entendido). Mas olhando em volta, onde será que realmente eu me encaixo? Onde vc poderia dizer que eu sou o indivíduo padrão? Acho que em nenhum desses lugares. Não sou padrão de normalidade de lugar nenhum. O dia que eu for o "normal" esse mundo tá perdido!

Por muito tempo eu me incomodei com isso. Achava que tinha que ser igual a todo mundo, afinal, os diferentes são marginalizados. Hj em dia eu me acostumei a simplesmente ser eu mesma, oq definitivamente não é igual a ninguém, e sou muito mais feliz.

"Go to college, a university, get a real job,"
That's what they said to me
But I could never live the way they want
I'm gonna get by and just do my time, out of step while they all get in line
I'm just a minor threat so pay no mind

Do you really wanna be like them, do you really wanna be another trend?
Do you wanna be part of their crowd?
'Cause I don't ever wanna, no I don't ever wanna be

You...don't wanna be just like you
What I'm sayin' is this is the anthem throw all your hands up, you, don't wanna be you "
The Anthem - Good Charlotte

Monday, July 19, 2004

Heartbroken

Preciso botar pra fora, então, dêem licença...
Devo dizer que fazia tempo que eu não me jogava assim. Fazia tempo que eu não sentia iso assim tão forte.
Ainda assim foi a primeira vez que eu agi conscientemente do jeito que eu nunca tive coragem. Devo dizer que em relação a isso eu tirei um certo peso de dúvida da minha cabeça.
Costumava pensar que se a coisa não acontecia era pq eu não tinh feito esforço o suficiente. Dessa vez fiz mais que o suficiente. Tive abertura pra dar toda a corda que eu queria dar, mas no fim...
Nunca diga a uma mulher apaixonada por vc que vc ficou lisongeado, mas que a ama como amiga. Não fizeram exatamente isso comigo, mas foi muito quase.
 
Foi paixão à primeira vista, definitivamente e com certeza. Coração batendo rápido, dificuldade de respirar, seu corpo tremendo só de estar do lado da pessoa... O meu eu normal ficaria maluco, mas nunca faria nada, mas dessa vez o meu eu ouviu um certo conselho: "Invista!"
E devo dizer que foi exatamente o que eu fiz. Sondei, cheguei junto, dei atenção, puxei papo, brinquei... e ele lá dando bola, dando corda.
Tive a feliz notícia de que ele estava sozinho logo no primeiro dia, mas que era meio complicado pq ele tinha que conhecer melhor uma menina se fosse pra acontecer algo e por isso era muito difícil pq ele era muito fechado. etc. Cheguei a pensar que talvez ele fosse gay e tudo mais. Afinal, achar alguém jovem, bonito, educado, cavalheiro, com um sorriso angelical e olhos penetrantes que dá vontade de levar pra casa e SOZINHO???? Só sendo bom demais pra ser verdade, ou sendo gay!
 
Descobri no outro dia que gay não era e eu continuei sondando. Acho que nunca fui tão clara na minha vida. Se eu normalmente já sou transparente, dessa vez dava pra me ver até os mais secretos cantos. Fiquei meio MADA, mas até que eu me controlei bastante.
Fiz algo que eu pensei que nunca faria na minha vida: mandei um teaser no orkut. Singelo, mas direto.
 
Tive a real noção de que ele entendeu o recado, se tivesse alguma dúvida, não tinha mais. Fiquei ainda mais louca, não conseguia nem pensar direito e olha que essa é a pior coisa a se fazer quando vc está em semanas de provas e finais e trabalhos pra entregar... Não conseguia pensar nem em nada. Absolutamente nada! Não fazia mais o trabalho direito, não estudava direito, não dormi direito. Ele havia dito "falamos sobre isso amanhã".
 
Educado demais pra me cortar pela internet? Minutos antes eu tive certeza. Certeza de bruxa é uma M... tinha certeza que o meu dia ía virar uma M minutos antes. E lá veio a bomba. "Achei muito legal o negócio da internet, MAS......... comigo é devagar.... blá blá Não fique assim.... blá blá" Oq eu podia fazer? Balançar a cabeça e concordar "É, né....."
Oq se faz quando vc tem 5 dias sabendo que provavelmente nunca mais o verá a não ser que vc faça algo semi drástico? Faz o que eu fiz, i sifú.
 
Minha vontade é a de sempre, dar a volta por cima, ficar linda, bela e maravilhosa e pisar em todos os homens. Eles que sifô....
 
Meu trato é: Só por hj, mal, MUITO MAL. Amanhã, serenidade. Que os deuses queiram.
Como eu encazro os próximos 2 dias do lado dele? Gostaria que fosse com cara de "nada aconteceu", veremos...
Claro que eu sei que ele não é orbigado a gostar de mim só pq eu gosto dele, mas ser rejeitada é phoda.

Thursday, June 03, 2004

Tempo de cantar

Relembrando as épocas em que eu botava letras para dizer um pouco do que eu estava sentindo, essa eu escutei na rádio de manhã.

Da rainha das meninas depressivas e revoltadas:

Alanis Morissette - Hand in my Pocket

"I´m broke but I´m happy
I´m poor but I´m kind
I´m short but I´m healthy, yeah
I´m high but I´m grounded
I´m sane but I´m overwhelmed
I´m lost but I´m hopeful baby

What it all comes down to
Is that everything´s gonna be fine fine fine
I´ve got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five

I feel drunk but I´m sober
I´m young and I´m underpaid
I´m tired but I´m working, yeah
I care but I´m restless
I´m here but I´m really gone
I´m wrong and I´m sorry baby

what it all comes down to
Is that everything´s gonna be quite alright
I´ve got one hand in my pocket
And the other one is flicking a cigarette
What it all comes down to
Is that I haven´t got it all figured out just yet
I´ve got one hand in my pocket
And the other is giving the peace sign

I´m free but I´m focused
I´m green but I´m wise
I´m hard but I´m friendly baby
I´m sad but I´m laughin
I´m brave but I´m chicken shit
I´m sick but I´m pretty baby

What it all boils down to
Is that no one´s really got it figured out just yet
I´ve got one hand in my pocket
And the other is playing the piano
What it all comes down to my friends
Is that everything´s just fine fine fine
I´ve got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxi cab . . . "

Wednesday, June 02, 2004

O poder do Q.I.

Desde que eu me lembro, eu fui ensinada a ser inteligente e conseguir as coisas por mim mesma. Foi isso que o meu pai passou e ainda passa a minha vida tentando me ensinar.

Com isso eu diria que cresci um ser humano frustrado e muito de saco cheio além de completamente incapaz de pedir ajuda.

Sabe o que eu descobri nos últimos tempos? Eu não preciso ser perfeita, eu não preciso ser a mais inteligente e eu posso e devo pedir ajuda das outras pessoas se eu precisar e elas puderem me ajudar.

Quando eu entrei na faculdade uma das primeiras coisas que um professor meu disse foi: "Daqui pra frente só haverá dois tipos de pessoas: os com QI e os com QS."
QI - Quem indica.
QS - Quem sustenta.

Comecei a achar que estaria muito da ferrada na vida, mas sabe? Minha lista de contatos nos últimos 3 anos e meio cresceu absurdamente e sim, eu consegui várias coisas com empurrõezinhos dos meus QIs (os dois). E aí, a mesa virou, eu que era a primeira a achar que aquelas pessoas que só conseguiam algo por causa de um contato eram mesquinhas, aproveitadoras e preguiçosas, vi que não eram tão ruim assim. Agradeço demais a todos os contatos que eu fiz e faço na vida e tudo que eles me proporcionaram.

E sabe? Hj, eu mesma sou QI de outras pessoas e com o meu empurrãozinho elas tb estão fazendo coisas que gostariam, mas que seria muito mais difícil sem uma ajudinha ou uma indicação.

É... Fica difícil falar sobre algo antes que tivemos passado pela situação.

Tuesday, May 25, 2004

Faculdade - os ditos melhores anos da sua vida...

Sinceramente.. mais do que nunca tenho recebido e-mails dos meus colegas de faculdade sobre como as nossas aulas estão terminando (apesar que eu não saio daqui até pelo menos o meio do ano que vem) e que sentiremos saudades dos melhores anos das nossas vidas.

Eu acredito que realmente é possível que a próxima fase seja pior que a atual, que hajam mudanças drásticas e muitas reclamações sobre como antes tudo era maravilhoso. Mas na verdade acredito que isso seja uma reação natural dos saudosistas. A fase anterior sempre será melhor que essa. Os erros se apagam, as tristezas somem e só restam os dias bonitos e as saídas com os amigos.

Eu especificamente, não acredito que a faculdade tenha sido a melhor fase da minha vida. realmente muita coisa aconteceu enquanto eu estava aqui, mas eu nunca ralei tanto na minha vida, nunca levei tanta porrada e tapa na cara (metáforas, please!) do que por aqui. Não saí quase nada pq os diachos das chopadas eram excessivamente longínquas e eu como pedestre convicta não vou me desembestar no meio da semana, com aula 7 da matina no dia seguinte de buzão pro fim do mundo só pra tomar cerveja de graça. Até pq, eu nem gosto de cerveja!

Conheci pessoas bem legais aqui, mas eles dificilmente serão os meus amigos para toda vida. Raramente saímos juntos, raramente fiz parte de suas vidas, de suas intimidades. Levei mais de um ano só pra me lembrar do nome da maioria deles. No fim das contas acho que levei um ano só pra começar a faculdade realmente. Não saí, não fiquei, não namorei, nem viajei com ninguém daqui de dentro.

Que melhores anos da minha vida foram esses?
Tenho certeza que lembrarei do meu tempo de faculdade, mas não do que eu passei nela. Fiz coisas muito melhores fora dela que aqui dentro.

Friday, May 21, 2004

Voluntariado, eventos... "Deixa a vida me levar. Vida leva eu.."

Estive bem sumida por uns tempos pq as coisas malucas da vida me deixaram de cabeça pra baixo.

Se vc me perguntasse o que eu faria esse ano há alguns meses atrás, eu te diria que não sabia. Que provavelmente tentaria sair do estágio, dar uma estudada e continuar tentando achar o meu caminho em algum outro lugar, sabe-se lá como.

Mas esse "sabe-se lá como" me levou a um lugar que eu sempre quis, mas nunca tinha imaginado de chegar.

Num deja vu maluco eu me inscrevi no site do Pan2007 pra ser voluntária. Eu havia feito a mesma coisa quando o Rio foi finalista a cidade sede dos jogos olímpicos de 2004. Perdemos, e a minha inscrição se perdeu nessa bagunça. De certo modo, a minha esperança de participar de algo do gênero havia se perdido também. Mas mesmo assim eu me inscrevi. E não demorou tanto assim eu fui chamada. E fui chamada mais por acaso ainda. Estavam procurando pessoas que morassem na Tijuca e no meu cadastro dizia "barra da tijuca". Me chamaram mesmo assim.

Fui à minha primeira reunião bastante intimidada. Descobri que algumas pessoas já se conheciam e tudo, fiquei mais com medo ainda, mas fui indo.

Hj, uma copa de pentatlo moderno, um mundial de ginástica olímpica, pré-olímpico de boxe, latin american xgames e o gran pri de atletismo depois e eu estou exatamente onde gostaria de estar, no meio da confusão toda. Confusão sim, estresse, sim, mas mais feliz que nunca! Engraçado pensar que eu sempre pensei que me interessaria por produção de eventos, mas achava que nunca conseguiria nada. Hj sou voluntária, quem sabe amanhã não estou empregada nessa área? Alguma experiência eu já tenho com certeza. Quem diria que tudo isso aconteceria em apenas 2 meses? Eu é que não.

Agora, a caminho da Tocha, minha única tristeza é que não estamos mais no páreo pra 2012, mas eu ainda tenho muita coisa pra viver e quem disse que eu não estarei mais aqui quando finalmente conseguirmos? Agora é ir vivendo, nunca se sabe o que o dia de amanhã me reserva! ;)

Thursday, February 26, 2004

Responsabilidade - Quando é hora de ligar pro IML?

A história ainda não acabou, estou esperando um telefonema pra saber oq realmente aconteceu, se é que saberemos, mas a situação me deixou pensando.

A mãe de uma das minhas melhores amigas, que eu conheço há uns 7 anos pelo menos me ligou há 20 minutos atrás procurando a filha. Seria algo normal, se não tivéssemos descoberto, principalmente a mãe dela (oq costuma ser meio bombástico) a teia de mentiras.

Não é como se ela tivesse mentido pra mãe dela onde ela passou a noite. Ela já me ligou algumas vezes pra dizer que se a mãe dela ou alguém perguntasse, que eu dissesse que ela tinha dormido aqui em casa. Ela dizia que estava bem e que só precisava me avisar caso alguém ligasse. Ninguém nunca ligou, então nunca tive que mentir por ela. Dessa vez eu não tive nem essa chance. Ela não me ligou, mas também, havia dito à mãe dela que foi dormir na casa de um velho amigo nosso.

O que ocorre é: a mãe dela me ligou dizendo que ela havia ido ao cinema sozinha ontem e depois havia ligado pra ela dizendo que ía dormir na casa desse nosso amigo e havia desaparecido (até agora). Por isso, saiu ligando para todos, inclusive esse nosso amigo que ela alega ter ido dormir na casa dele e ele disse que chegou de viagem muito tarde ontem e não ouve falar dela há dias. Ele não mente, então eu prometi ajudar à mãe da minha amiga a achá-la.

Liguei para uma outra melhor amiga nossa e ela também não sabia de nada. Me disse para nos revezarmos e procurarmos pelo nosso grupo de amigos. Ela ligou pra dois amigos nossos, eu liguei pra mais três, eram as únicas opções que eu tinha. Ninguém sabia dela, o namorado dela não a havia visto desde ontem de tardinha, quando eles voltaram de viagem.

Ligeui de volta pra nossa segunda amiga, ela também não havia conseguido nada. Continuamos tentando o celular dela. Eu não consegui mais, só tocava e ninguém atendia.

É nessas horas que eu imagino, oq pensar? Que opções mais eu tenho? Mando ligar pra polícia? IML? Vou eu mesma à delegacia? Estava fazendo meus planos de ir parar na casa dela, pegar a mãe dela e sairmos pelos órgãos acima citados pra ver oq ocorria quando a minha amiga ligou dizendo que a havia achado. Nossa querida sumida não disse onde estava, não disse oq havia feito, mas prometeu ligar pra casa.

Continuamos não sabendo o que houve. Minha amiga me ligou dizendo que não conseguindo ligar pra sumida, ligou pra casa dela e a mãe da sumida estava chorando e por isso ela não teve coragem de perguntar o que houve. A própria continua não atendendo o celular, pelo que a conheço, tenho certeza que está no pior dos ânimos para que fiquemos pedindo explicações.

News flash: MInha amiga me ligou de novo, disse que ligou pro namorado da sumida e pediu explicações e ele deu uma história que ela acha que é mentira e disse que vai tentar pressionar a sumida por mais explicações. Eu a desejo boa sorte pq sinceramente, eu não estou aqui pra me estressar de graça.

O que importa é que ela está bem e todos já sabem que a polícia não precisa ser contactada. Os detalhes eu deixo pra um dia mais bem humorado. Mas que ao menos ela podia ter ligado pra alguém e pedido para mentirmos pra ela estaíamos mais preparados. É, a coisa tá feia.

Loucuras de Carnaval

Pra mim o Carnaval acabou já. Mas isso não uma coisa triste, considerando o ser mais bicho do mato que eu sou eu até que fiz muito mais que a minha capacidade social carnavalesca permite.

Começou com aqueles bem programas de índio. Meu padrasto resolveu fazer feijoada chic aqui em casa no domingo. Feijoada chic não é aquela cheia de celebridades que sai na Caras da próxima edição, mas sim aquela que de gente tão fresca só tem carne de primeira e um monte de coisas defumadas. Isso pq depois da night doida no baile do Copa (quanta intimidade) que não merece uma descrição detalhada já que eu que é bom, não fui chamada. Assim como a mammy, tão consideriosa (e sim, essa É uma palavra inventada), não me chamou pra ir desfilar com ela na mangueira! Logo eu que sou mangueirense! Valeu mamãe! humpf.

Oq me leva à programa de índio de carnaval número dois: ficar acordada até às 6 da manhã pra ver se a minha mãe ía aparecer na tv. Quem mandou a mangueira desfilar às 4:30 da matina? Bem.. alguém precisa desfilar nesses horários ingratos... Ah, e mamãe não apareceu.

Abrirei um parênteses pq eu sei que meus amiguinhos vão ler aqui, então eu quero dizer que amei revê-los nem que seja para o maior dos programas de índio que é ir ao cinema no meio do carnaval, mas tá tudo bem. É sempre maravilhoso tê-los todos juntos.

Segunda me acordaram by cell phone me intimando a sair da cama e montar uma pequena malinha.. era dia de ir pular em blocos. Não vou a bloco de rua desde que eu tinha uns 5 anos de idade e meus pais íam pra copacabana e eu ficava trancada no carro com medo dos bate-bolas, então imagine a minha aflição... Ser anoréxica social é uma merda!

Mas fui eu lá, uma muda de roupa mais coisas que vc carrega quando sabe que vai tomar banho e dormir na casa de alguém, numa pequena mochilinha nem um pouco preparada pra encarar um bloco de frente, ou melhor, de meio. Mas foi aí que começou o carnaval pra mim. Às vezes é bom ter ao lado de vc pessoas que dizem "Vamos!" quando vc diz "Não sei, não!" Fomos parar no meio do bloco da segunda-feira da cobal do humaitá. Pegamos ele ainda bem no início e fomos no meio dele junto da bateria. Tava chovendo um pouco e se eu não tivesse mais uma muda de roupa na mochila teria me sentindo muito nojenta pq depois de um tempo pulando, sambando e levando espuma de carnaval na cabeça vc desiste de pensar no que vc acharia de vc mesma nesse estado se não fossem as dadas circunstâncias.

Quando o bloco tava virando no largo dos leões e eu já estava meio cansada quase dizendo pra gente ir (pq ainda tinha que se arrumar pra encarar copa na madrugada) e eis que acontece uma das maravilhas de carnaval: conhecemos uns meninos.

Não eram quaisquer meninos, era um trio de irlandeses. Um mais fofo que o outro. Claro que para minha "sorte" o mais fofo de todos que eu tava de olho era também o mais tímido e reservado dos três. Ficamos conversando um tempão e eu traduzindo metade do tempo pq a minha amiga não falava nada de inglês e eles nada de português. Acabamos seguindo o bloco com os meninos e um deles até se perdeu. Muitas situações engraçadas e algumas até constrangedoras envolvendo umas pirralhas doidonas e a minha amiga já estava lá se agarrando com o que eu não queria (uffa!) e sobrou o que eu queria pra mim. Mas devo dizer, estrangeiro é um bicho meio devagar. Meio não, MUITO!

Acabamos não entrando na cobal pq a minha amiga avistou um ex-namorado dela não muito gente boa do qual ela não quer ver nem pintado de ouro. Mas ela ficou lá com o outro irlandês e eu que nem uma pateta esperando o meu fazer alguma coisa. Depois de muito tempo e nenhuma ação a minha amiga disse que tínhamos que ir pra casa. Eu pensei "Oq????? Ele não se mexe e eu tenho que ir pra casa?!" Convenci ela a ficar mais um pouco. Não era possível que ele não ía fazer nada! Mais umas conversas pra lá, umas pra cá. E eu disse pra ele "sabia que ela tá me chamando de idiota?" (oq nem era mentira pq ela tava ficando impaciente e mandando eu pular nele! mas imagine euzinha pulando num cara?! huahau nem morta!) e acrescentei "e é tudo culpa sua!" - "Culpa minha?" ele me perguntou. "É, culpa sua!" eu disse olhando nos olhos dele. Acho que finalmente ele entendeu! "Então.." ele chegou, me abraçou e me beijou!

Sinos soavam aleluia da cobal à irlanda! Suuuper fofo!

Claro que não durou muito pq nós realmente tínhamos que ir embora. Mas foi ótimo e como dizia o poeta "que seja infinito enquanto dure!" Demos nossos telefones pra eles e fomos embora planejando ir à copa (sim, nós os chamamos, mas eles íam pra sapucaí).

Nos arrumamos, comemos, arranjamos com os nossos amigos que também íam pra nos encontrarmos e fomos. O bloco saía uma da manhã. Que negocinho michuruca que foi. Nem fomos atrás. Ficamos no quiosque tomando água de coco, comendo amendoim torrado e jogando conversa fora. Não durou muito e fomos pra casa. Dormir era o melhor a fazer.

Como eu não aguentei ver muito de desfile, acabamos indo logo dormir. Eu estava lá deitada relembrando meu maravilhoso incidente internacional quando escuto meu celular tocando lá na cozinha. Quem poderia estar me ligando 3 e meia da manhã? Só havia uma pessoa: Tom! Saí correndo como uma desesperada. Eles tinham ido à sapucaí, mas agora estavam em copacabana e queriam saber se não podíamos ir pra lá. Com a maior dor no coração eu disse que não, pq a minha amiga já estava dormindo e sinceramente ía dar um baita trabalho voltar à copa àquela hora. Ele disse que tinha sido ótimo e talz e que era uma pena que não podía ir vê-lo. Desliguei dizendo que se eles quisessem podiam nos ligar enquanto ainda tivessem aqui. Fui dormir até triste depois dessa.

~*~

Dia seguinte a doida me acordou pulando em cima de mim pq o celular dela tinha uma msg na caixa postal. Aparentemente ela desligou o celular à noite e o Billy não reconheceu o que é uma secretária eletrônica com voz gravada. "Hello! Hello, it´s Billy! Is somebody there?" devo dizer que foi engraçado. Contei pra ela do telefonema da noite anterior e decidimos ir pra reunião de novo e depois pegar o Galinha do Meio Dia em Copa. Não deu, mas conseguimos almoçar e fomos pro Bloco do Cachorro Cansado no Flamengo. Como não foi noticiado no jornal que a minha amiga tinha só soubemos quando já estava tendo pq a outra nos ligou dizendo que da janela dela (ela mora na Senador Vergueiro) dava pra ver a maior baderna lá embaixo. Fomos correndo. Foi bem divertido também, mas já pegamos meio que pro final. Pra variar, suor, chuva e espuma. Ainda bem que eu ía pra casa depois. Foi rápido e ficamos conversando com um cara que tava dando em cima da minha miga lá. Nada demais. Ele queria que fôssemos pra Lapa depois com ele. Eu não ía a lugar nenhum com ninguém! Já estava ficando cansada. Casa, banho e cama! Ela até que não reclamou muito, no fim a salvei dele que era um chato abusador, metido, gigolô e com certeza com tendências misóginas. Ou seja, a última coisa que ela precisava.

Passamos na casa da minha amiga do flamengo pra beber uma água e conversar um pouco e elas queriam me convencer a ficar por lá mais um dia. Sem roupa, cansada, como sono e já de mau humor eu bati o pé. Que me deixassem no ponto, meu carnaval tinha acabado, casa aí vou eu.

Bem.. eu PENSEI que o carnaval tinha acabado.... hehehe

Voltei de 175 pra casa normal e vim andando aqui pra minha rua. Quando eu entro nela está um vizinho meu de prédio andando com o cachorro dele como ele faz sempre à noite.

Precisamos abrir outro parênteses pra contar a história do vizinho.

Esse meu vizinho é um daqueles caras que vc olha no elevador, esbarra na rua de vez em quando (ainda mais pq ele sempre anda com o cachorro dele pelo horário que eu voltava do trabalho), vê na portaria.. coisas normais de vizinhos. Dá um bom dia daqui, um boa tarde dali. E por mais que eu tivesse alguma atração não revelada (óbvio) por esse meu vizinho eu nunca pensaria que aconteceria nada.

Bem... das últimas vezes que nos esbarramos ele começou a ser mais enfático, tentar puxar mais conversa, coisas casuais e eu pensando "puxa, legal ele, que fofo", mas claro, sem qualquer esperança. Da penúltima vez que nos vimos eu quase tive um treco pq claro, quando vc está a fim de alguém quer que te vejam no seu melhor e não toda nhaquenta tendo colocado um biquini, se enroscado o mais non-fashion naquela canga usada, com o cabelo todo emaranhado preso num coque e tendo acabado de olhar no espelho do elevador tendo me dado conta que minha pele estava extra oleosa e com cada dia mais espinhas. Imagine esse quadro e depois imagine um cara que vc esteja meio a fim entrando lindo, de banho tomado, com um óculos escuro bem misterioso. É, eu queria sumir (no mínimo).

Mas mesmo assim ele puxou a maior conversa, perguntou pra onde eu tava indo, fez comentários sobre não ter muito sol e eu falando que nem uma desembestada quando fico nervosa. Quando saí do elevador, continuei divagando sobre as injustiças do mundo para mim mesma.

Fecha parênteses. Agora voltemos ao nosso encontro repentino.

Como eu havia dito, minhas resoluções para o fim de note era: casa, banho e cama. E entrando aqui na rua lá estava ele passeando com o cachorro e eu o reconheci, óbvio e por isso mesmo passei correndo por ele (afinal, eu sou eu e eu sou aquela que passa correndo pelos garotos que gosta para não ser reconhecida, ainda mais naquele estado).

"Hey!" ele chamou e eu me virei "vc não mora no Royal? (é o nome do meu prédio)"

"Moro sim" eu respondi. Ele se aproximou e fomos conversando conversando aquela casualidades de onde eu fui, daonde eu vim, oq eu fiz, qual o meu nome (muito importante pq eu fiz questão de me lembrar o dele. Parece idiota, mas é que quando alguém novo se apresenta pra mim eu não levo nem 1 minuto e esqueço o nome da pessoa e quando isso acontece com caras que eu fiquei é terrível!). Bem, fomos andando eu, ele e o cachorro dele até aqui o prédio (abençoado seja meu prédio por ser no final da rua). Quando a gente chegou aqui no final, ficou enrolando e conversando.. e a minha amiga tinha razão, eu realmente sou meio lerda pq eu não consigo olhar nos olhos dele assim como eu não conseguia olhar pro outro.

Mas, felizmente, estando com alguém muito menos lerdo que eu. (Eita leonino avançadinho. hehee) Ele foi colocando a mão na minha nuca e fazendo carinho no meu cabelo. E, como diz uma fic que eu adoro "He realized at that moment, that he was in very deep shit." (trocar o gênero da frase para o feminino e considerar que é primeira pessoa do singular)

Claro que tive que olhar pra ele e daí pra frente foi muita coisa doida. Se eu parar pra pensar eu surto. Pq fomos parar no carro dele e acabamos fazendo coisas que meus antigos namorados levaram meses pra conseguir meu consentimento. Só faltou mesmo o que nenhum deles ainda conseguiu. Mas do jeito que a coisa vai, acho que não vai demorar muito tempo.. hehehe

Mas com certeza foi o suficiente para tirar aqueles pensamentos carentes da minha cabeça. Além de ser uma ótima desculpa para me cuidar um pouco melhor não? Veremos.

Ps. Se vc é da família ou adjacentes (sim, vc sabe quem é) esse tipo de post deve ser totalmente proibido aos olhos dos progenitores. ;)

Thursday, February 19, 2004

Pra onde vão as criancinhas?

Pra variar estava eu no ônibus cuidando da minha vida e me entram um grupo de crianças com não mais que 10 anos de idade vestidos em fantasias de carnaval: uma de panterinha, uma de patricinha e uma de oncinha. Umas graças. Estavam lá sentadas, uma delas ao meu lado e conversando muito animadamente como crianças fazem. Até que a conversa vira:

- Mas eu gosto de chegar em casa e comer biscoito e maçã...

- Mas sabe oq é legal? Champagne de maçã! Minha mãe me deu outro dia e eu fiquei bêbada. (ela ri) Vc já ficou bêbada?

- Ah, eu já (diz a do meu lado), mas eu prefiro cerveja. Eu gosto de Skol.

- Eu prefiro Kaiser. (diz a do outro lado)

.........................

E pensar que minutos antes elas falavam de relógios da Barbie.
Que filhos são esses e que mundo é esse que a gente vai criar?

Wednesday, February 11, 2004

Drogas

Hj tive um momento de esclarecimento interno. Soube como é ser um drogado.

Não.. aos mais preocupados, não andei tomando nada ilegal por aí. Minhas drogas são totalmente legalizadas. Responsabilidades, comida.. coisas que eu geral deveriam fazer bem. Aos menos aos sadios...

Entendi pq as pessoas se drogam quando ficam pra baixo. Na verdade as minhas reações são mais parecidas com quem toma ecstase. É mocional. Será químico tb? Vc fica alto, muito alto, não liga pra nada, aprece que é outra pessoa fazendo oq v está fazendo. Vai sem pensar em nada, principalmente nas consequências.. E quando o efeito acaba... vc fica pra baixo, solitário, em deprê, pensando pq está assim e pq fez tantas coisas que te fazem mal e continua..?

A Rê disse que é normal... parece que temos que enfrentar as nossas dores, sentí-las para poder nos livrar delas. Eu não gosto de sentir dor e ainda assim sou meio masoquista.

Eu prefiro acreditar na Rê pq ela sabe melhor do que eu do que fala, mas eu já não sei de nada...

Estático.

Friday, February 06, 2004

Citando Raul

Já dizia Raul Seixas " Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante. Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".

Esta manhã ouvi um gari cantando isso. Realmente as pessoas comuns andam me surpreendendo esses dias. Mas de certo modo ele estava certo. Esse é o hino do dia!

Passei pelo gari a caminho da praia tentando ignorar o fato de que chovia às pampas e eu estava indo pra praia de bicicleta obter maiores informações sobre o meu escolhido local para iniciar as minhas aulas de surf na semana que vem.

Ouvindo isso a maioria das pessoas diria "aham.. e?", mas aquelas que já me viram, me conhecem ou algo assim se perguntariam: "hein?!" À primeira vista esse ser leitoso atrás de uma tela de computador, trancada numa baia 5 dias na semana e sempre atrás de algum livro ou pasta, ou papel.. qualquer coisa que se possa ler.. não tem a menor cara de ir à praia, ever! Oq um ser como eu estaria fazendo indo à praia pra surfar?

Apesar dos primeiros indícios, eu adoro a praia, eu nasci na praia, eu fui à praia por todos os fins de semana da minha infância e etc. Sou um peixinho, astrologicamente tb! Sinceramnete tenho total terror de ficar embaixo do sol contando os minutos para rolar à próxima posição que nem frango de padaria que a gente compra no final de semana pra ficar bem torradinha de todos os lados. Eu pego 10 tumores cancerígenos antes de conseguir algo que se assemelhe à um bronzeado.

Mas resolvi encarar os tumores pelo mar. Pela vida saudável, pela felicidade de estar na água! Estarei completamente em casa.

Não estou indo lá procurar um esporte, ser campeã brasileira de surf ou qualquer coisa assim. Não sabia nenhum nome de surfistas brasileiras até fazer minha pequena pesquisa. Não dou a mínima. Só quero etsra confortável e fazer algo legal!

E se não der certo? Tentarei outra coisa, oras!

Sou nova e sempre serei nova o sufiente para começar de novo. Quem disse que temos que ser iguais para o resto da vida? Raul está ao meu lado.

Thursday, February 05, 2004

Conversas de Buzão y otras cositas más...

Eu nem sou MUITO curiosa, imagina... Na falta total do que fazer eu andei fazendo o que as pessoas parecem amar fazer quando eu fico conversando no ônibus: ficar ouvindo a conversa da vida alheia.

Eu já vi gente no celular berrando com serviço de SAC, já ouvi uma menina que descobriu que a "amiga" tinha depositado um cheque que era dela na própria conta.. uma confusão!

Falta do que fazer, né? Mas na correria rotineira do dia-a-dia já que eu tenho que aguentar o fato de que só possuirei um carro quando a próxima guerra nuclear começar, continuarei preenchendo a minha hora e meia de buzão com a vida alheia. Ah, vai dizer que não é engraçado?

Hj não foi diferente. Eu estava lá aproveitando o meu tempo inútil pra revisar alguns tópicos da mega-prova final de matemática financeira quando de repente eu escuto um cara que falava super alto (juro, não tinha como não ouvir). Ele parecia o maior roceiro, falava errado, tinha cara de suburbano e bem podia ser crente.

Eu preconceituosa??? Vc não ouviu o tópico da conversa!

- Pq vai todo mundo virar viado! Não sabe essas porcarias de novelas que ficam mostrando essas coisas como se fosse tudo muito normal! Essas crianças crescem com essa porcaria e depois acham que tem que tudo ser também! Vai virar tudo viado e lésbica!

- Sem brincadeira! Isso é sem volta! Eu passei outro dia na frente da Igreja Universal do Reino de Deus e só tinha mulher lá dentro! Fui dar umas azaradas (quem diacho dá azaradas dentro da igreja?!?!?!) e tinha um travesti, quer dizer, na minha época (como se ele fosse muito velho) ainda era transformista. Pois bem, tinha um transformista destransformado! Já viu uma coisa dessa?! O cara tinha a maior voz de boiola! Uma voz fina e todas as articulações desmunhecavam! E ficava lá dizendo que agora era casado e que jesus transformou a vida dele?! Ah, me faz o favor! Esse não tem volta!

[Eu já não conseuia me conter de tanto rir!]

- E vc acha oq? É tudo armado! Uma armação só! E tem tudo apoio! Os senhores roberto marinho e o luis abravanel usam tudo a empresa da igreja! Fica roubando dinheiro de pobre! Se passassem aquele saquinho de dinheiro na minha frente eu ficava com ele! Eles não precisam de mais! É tudo assim, é tudo política! Vc sabe qual é o livro de cabeceira dos político tudo? É maquiavel! Sabe pq? (ele perguntava pra sua amiga de banco) Ele fica dizendo que os mais ricos têm que ficar por cima! Só se ganha mais mandando os pobres se fú-d! Se vc tivesse dinheiro investiria em quem? Nos bonzinhos ou nos pilantras?

- Nos bonzinhos! - Ela responde.

- Pois então vai perder dinheiro pq eles não valem à pena de investir! Pra ficar rico, esquece os pobres. Eles que se danem!

~*~

Eu tive que sair do ônibus nesse pedaço, mas com certeza ganhou o meu dia. Se eu começasse todo dia rindo desse jeito não haveria mal-humor que aguentasse na minha vida!

Fiquei me lembrando das vezes que eu fui o centro das atenções do ônibus por estar conversando despreocupadamente com os meus amigos.

Sabe oq é ir de manhã cedo num ônibus lotado de trabalhadores (de todos os gêneros) comentando com a sua amiga seriadomaníaca que nem vc o último episódio de Angel???

- Pq o demônio dentro do menino! Ele tinha que ser exorcizado!

- E o menininho pedindo socorro de dentro do demônio! As bolinhas de gude! Aquilo foi tudo!

- E depois que na verdade o demônio era o bonzinho e o menino que era o capeta? Imagina só! Foi demais!

Vc entende que passou do limite do absurdo social quando as pessoas começam a se virar pra olhar pra sua cara e ver que tipo de ser-aberração vc é! Eu me cago de rir!

As minhas histórias de homossexuais com o meu amigo não-gay sobre as aventuras e desventuras do nosso eclético círculo de amizades também rendeu viradas ontólogicas!

- Hey! Espere até eu contar a ela que eu sou bruxa!

Wednesday, January 07, 2004

Homossexualismo

Devo dizer primeiramente que apesar desse post tender ao preconceito eu sou a última pessoa nessa terra que pode reclamar de homossexuais tendo convivido e ainda convivendo com tantos.

Ontem fui à uma festa de aniversário canina da cachorra de um desses meus amigos. Um dos meus melhores amigos, devo dizer. Ao chegar lá me deparei com pessoas que não via há algum tempo, mas também com pessoas que eu nunca tinha visto na minha vida que foram se agregando à elas e eu não as conhecia.

Ao sair de lá de carona com uma amiga minha notamos a realidade constatada naquela festinha: mais da metade dos presentes eram homossexuais, aparentemente assumidos e alguns deles até bi ou do gênero. Até que ponto se distingue aqueles que sempre tiveram uma certa pré-disposição ao homossexualismo dos que se tornaram por excessiva convivência?

Depois de tudo que acabei ouvindo e das novas revelações (descobri que até a namorada do meu irmão já teve - vai ver até ainda tem - experiências amorosas com outra pessoa do mesmo sexo) fiquei imaginando com essa minha amiga oq ocorreria se nós, como eles, passássemos tanto tempo juntos. Cheguei à conclusão que provavelmente eu estaria me questionando, mesmo nunca tendo tido inclinações homossexuais.

Com certeza eles que passam tanto tempo juntos, só saem uns com os outros e só vão à lugares que propiciam esse tipo de comportamento acabaram experimentando e achando que seria mais normal ser homossexual estando naquele grupo. Sempre é mais fácil ser aceito quando vc tem algo em comum com os outros.

Engraçado, como minha amiga notou, como não é um grupo de pessoas que a gente conheceu num ambiente onde só há homos. Foi no colégio! Lá de onde sai todo o tipo de gente, com todo o tipo de cabeça e que vc normalmente esperaria encontrar um ou outro com esse tipo de preferência. Mas são tantos... Não eram tantos quando os conheci.

Aí eu me pergunto: será um tipo de vírus? Uma praga que se espalha não muito silenciosamente?

O que será de nós reles meninas heteros que procuram um homem hetero decente para se juntar e amar mutuamente um ao outro, blá blá blá?
Quanto tempo vai levar para que todos os homens restantes na terra sejam gays?
Espero que muito......

Monday, January 05, 2004

O que o tempo faz

Numa idade como a minha dá pra dizer que é uma eternidade não ver uma pessoa há seis anos. Pois é, esse fim de semana entrou novamente na minha vida uma pessoa que eu achei que tinha desaparecido de vez, não importando meus esforçõs pretéritos de achá-la. Uma amiga de infância do qual sempre tivemos uma relação muito estranha uma vez que a intimidade que tínhamos foi construída em intervalos.

Seus pais se mudaram para os EUA quando ela ainda era bem pequena, mas eles vinham todas as férias de julho passar aqui prometendo sempre que no ano seguinte voltariam de vez; nunca voltaram. Mas todo mei de ano era a mesma coisa, lá estava ela aqui novamente. Teve um ano que ela ficou aqui o ano inteiro, quase acreditei que seria pra sempre. Seis anos atrás eles se deram conta que não voltariam, venderam o apartamento daqui e só vinham ao Brasil ver os parentes em Goiás e na Bahia. Não avisaram que íam, não avisaram nada. No ano seguinte eu a procurei e nada. No outro também e nada. Procurei na internet e ainda assim, nada.

O quanto realmente as pessoas mudam em seis anos?
Confesso que fui vê-la achando que teria sido um choque, afinal as parcas notícias que tive dela nesse tempo me contaram de uma menina que era o total oposto do que ela sempre fora. Também achei que não saberíamos mais falar uma com a outra, que seríamos completamente estranhas uma pra outra.

Mas sabe, as pessoas crescem, vivem suas vidas, contam novas histórias, mas no fundo a base é ainda a mesma. A mesma rebelde moleca de atitude americana lá e a mesma menina semi-assustada aqui. Os brincos de ouro a mãe dela ainda não conseguiu fazer ela usar, ela fez piercings daqueles bem simples prateados. Uma tatoo, empréstimo escondido no banco, notas ruins na faculdade e um namorado morando junto. Aqui, apenas uma menina com medo de sair do hotel sem a mãe por receio de assalto.
E sabe do que mais? Cinco minutos a sós e já contávamos histórias dos acontecimentos passados como se não tivesse passado assim tanto tempo e fizéssemos isso sempre.

Engraçado pensar que eu estive tão apreensiva e intimidada.
Aprendi que o tempo muda as coisas nas pessoas, mas não muda as pessoas.

Monday, December 29, 2003

Halloween é o Cacete, Viva a Cultura Nacional!

Sempre me considerei partiota ao meu jeito, mas universalista considerando que sempre há o que se aprender com as outras pessoas / coisas..
Sei que halloween já passou tem um tempinho, mas com o advento recente do Natal eu estive pensando: Praticamente nenhuma dessas celebradas festas são realmente nacionais.
Claro que alguém vai me interromper e dizer que natal, páscoa e etc são eventos religiosos do calendário cristão, blá blá blá. Mas pense comigo.

Entendo que somos o dito maior país católico do mundo, apesar de serem encontradas aqui em bom número de representantes todas as religiões que se possa existir nesse nosso planeta. Ainda assim, quantas pessoas católicas (ou que se dizem católicas) festejam o Natal como o grande dia do nascimento de Jesus e vão à missa e assitem à missa do galo e realizam os costumes católicos de celebração da data?

E daonde vem o costume de comer comidas pesadas como presunto, porco, etc? Com certeza não é de ninguém sensato que vive num lugar que faz um calor das desgraças nessa época do ano!

Como eu disse em outro lugar, pra mim Natal é dia 24 de dezembro à noite: dia de comer o melhor jantar que a minha mãe tem paciência de preparar e de ganhar presentes! Vai dizer que na prática, eu estou sozinha nessa? Eu duvido!

Então por que ninguém reclama do natal e sua "brasileirização"?

Apesar de receber certas vaias acho meio ridículo a essa altura alguém dizer que os donos da terra brasilis são os índios. Eu os respeito e acho que eles deviam ser respeitados com seus habitats e tal. Mas eu sou orgulhosa de dizer que sou brasileira porque o Brasil é de todos e não de alguns! De poder dizer que aqui se falam todas as línguas, que aqui se encontram todas as religiões, que há todas raças e ainda mais outras criadas por aqui mesmo. Isso sim é a "CULTURA NACIONAL"!

Friday, December 12, 2003

Política

Outro dia eu estava lendo um texto no jornal (não lembro de quem) que falava nostalgicamente da época da ditadura e política e como os jovens eram mais ligados à política, passeatas, etc.

Eu acho engraçado (por falta de palavra melhor) pq ao mesmo tempo que todo mundo fala que a ditadura foi um período terrível de repressão, de morte, tortura e etc, ao mesmo tempo parece que eles sentem saudades.

Será apenas saudade de suas próprias juventudes ou será mesmo da época?

Tive um professor que dizia que nós não sabemos oq é censura, tortura, etc. E que não nos importamos com o futuro do país.
Eu diria que isso não é verdade, pense só na situação da juventude atual, talvez nós também quiséssemos estar naquela época.

A polícia estava sempre por todo canto, a violência era só do governo, não haviam grandes traficantes que controlam a cidade e mandam o comércio fechar, não podemos mais sair na rua à noite, há doenças por todos os lados, há helicópteros nos vigiando nas varandas de nossas casas, a polícia não está mais na rua e se está, não é confiável, o governo não nos dá vestígios de que podemos confiar nele para mudar qualquer coisa... Aí eu pergunto: pq se engajar?

Mas eu não diria que por causa disso nós somos uma geração menos preocupada com o futuro da nação ou do mundo, apenas agimos de forma diferente, procuramos outros meios de nos envolver e melhorar as coisas que nos cercam. Há jovens indo para o afeganistão para conferências de melhoria da situação da juventude do mundo, há trabalho voluntário, campanhas de conscientização, reuniões e debates, jovens empreendedores... Então pq nos chama de desleixados só pq os sonhos mudaram? O fato de não querermos ser mais presidente da república e sim biólogos, médicos voluntários ou mesmo trabalhadores felizes nos faz menos preocupados politicamente?

Por isso digo aos mais antigos, não nos descriminem por não ter os mesmo sonhos, não temos mais a segurança em vários âmbitos da nossa vida para "parar num barzinho, tocar violão e filosofar política" como dizia esse meu professor. Não somos menos polítizados por isso.

Monday, November 24, 2003

Recuperação

Depois que eu comecei a me envolver com pessoas em terapia, grupos de ajuda e afins eu comecei a pensar quando vc sabe que está se recuperando?
Será que soa falso ir à psicóloga e dizer "acho que estou mudando!"
Será qie essa tal de recuperação que alguns dizem ter alcançado realmente é algo acançável a todos?
Será que algum dia pararei de simplesmente perguntar e começarei a afirmar as coisas?

A única resposta que tenho até agora é: Não sei.
Mais uma pergunta: Saberei algum dia?

Algumas pessoas me indagaram se eu não estava sendo apressada por fazer essa perguntas. Não sei realmente, não digo que quero saber QUANDO essas coisas vão acontecer, mas SE elas vão acontecer.
Vai ver isso não é possível para que continuemos tendo fé. Para que continuemos acreditando que tudo é possível.

Talvez eu esteja constrariando meus próprios princípios de que podemos mudar o nosso futuro com as ações presentes, mesmo sabendo a direção dos fatos. É por isso que eu jogo tarot. Não para saber o futuro, mas para saber para onde o presente se encaminha.

Espero algum dia conseguir me chamar de bonita sem pensar que estou sendo uma metida, ou coisas do gênero.

Vai ver algum dia eu passo dessa fase de recuperação, afinal, já consegui sair da fase sem recuperação e entrar nessa. Pode ser uma promessa...

Wednesday, November 05, 2003

Ficção

Já faz muito tempo que eu gasto o meu tempo com tv e cinema. Talvez por isso consiga comparar a ficção com a realidade. A ficção sempre fez parecer que ela é mais fantástica que a relidade. Oq realmente não é verdade. Cada filme, cada série, cada programa se preocupa em realçar apenas um aspecto da vida das pessoas como se ela toda fosse só aquilo.

Não é verdade.

Parece simples falar assim, mas darei exemplo usando a minha própria vida.
Se minha vida fosse uma série de tv ela seria um filme. Parec estranho dizer assim não? Mas é que os filmes se vangloriam por mais gêneros e as séries por ter mais tempo. Ficarei com os dois.
Na melhor simplificação, poderia dizer que minha vida é uma tragi-dramédia.

Ao acordar seria meio comédia, daquelas que as pessoas levantam, olham pro despertador, apertam um botão instintivo e voltam a dormir.

Quando eu levanto, Drama, pq eu me dou conta que estou sozinha acordada, que todos estão dormindo e que o mundo lá fora parece tão vazio. Isso serve para o café da manhã tb.

Sair pra faculdade pareceria mais um documentário pq mostra a vida dos trabalhadores que saem de manhã cedo pro trabalho e precisam pegar o buzão cheio com vários outros dormentes passageiros pra chegar a algum lugar. EU pego pelo menos dois meios de transporte. Um buzão e ando ou se estiver muito quente eu pego o metrô.

Na faculdade viraria um gênero bem universitário mesmo. Aquele que mostra os alunos tendo que lidar com alunos, trabalhos, professores um mais figura que o outro...

Aì vc volta ao documentário pras pessoas que precisam arranjar tepo pra almoçar ou se vc preferir um dobre pessoas com problemas alimentares que precisam controlar oq colocam ou deixam de colocar no prato de comida, que olham em volta e sempre acham a sobremesa e olham, olham... "Salada de fruta, ok. Depois eu compro um chokito". Até parece que me engana! That´s me!

Sai da faculdade com o gênero negócios. Coloco minha melhor cara de futura executiva e vou pra labuta. Brinca de executiva, trabalho de estagiário não serve pra muita coisa, mas alguém precisa fazê-lo. A diferença é que no japão andam pagando a maior grana pros negócios que ninguém quer fazer... É, devo estar no país errado.

Liga o computador e eu consigo ver atrás aquelas reportagens "século 21: a era digital" no meio da tela. Vc fala com pessoas do nmundo todo, vc conhece e tem melhores amigos em lugares que vc nunca foi e provavelmente nunca irá na vida. Vc adora pessoas que muitas vezes vc nem sabe como elas são de verdade. Vc faz alianças, entra em grupos, acha seus iguais. Tudo na frente de uma telinha pós-moderna.

Sai do trabalho e tem oq fazer: espanhol (juventude brilhante), psicóloga (drama da vida real)...

Vc chega em casa e tem um irmão drogado.

Sou bruxa 24 hrs por dia, mas aos sábados eu sou espécime. Magias, mistérios, telepatias, feitiços, astros e cartas... Quem disse que minha vida tb não é um filme de bruxas? Pergunte ao meu caldeirão.

E vc acha que acaba aí? Polícia, folclore e até um pouco de sci-fi entram nessa história!

Ah, anda faltando romance, né? Bom, pelo tempo que já foi, pelo tempo que virá. Até que anda bem estar com romance em baixa... basta de ex-namorados!

No fim do dia ainda tem aquele gênero pais e filhos... não, isso não é necessariamente bom...

"Relaxa que a sessão vai começar que é hoje é dia de sofá!"
"Sinto informar-lhe, mas seu coqueiro dá limões!"

Tuesday, October 28, 2003

Gordura

É difícil saber exatamente pq eu sempre achei que era gorda. Não há uma fase da minha vida que eu não achasse isso. Talvez aquelas épocas não filosóficas quando vc não acha nada sobre nada.

Creio que deveria ter uns 6 anos no máximo a primeira vez que realmente falei isso alto e para outras pessoas, me lembro como se fosse hj. Eu havia ganho um biquini e ele deixava a minha barriga de fora. Pra mim, ela sempre foi protuberante. Naquela época eu dizia o mesmo. Fui pra psicina de toalha enrolada como quem sai do banho. Todo mundo queria ver meu biquini novo e eu puxava a toalha pra que ninguém visse a minha barriga enorme.

Falando assim parece que eu era um balão, ou mesmo uma daquelas crianças bem rechonchudas. Isso não era verdade. Eu era uma criança ativa, bastante ativa. Vivia correndo, pulando, nadando no prédio e no clube, ía à pré-escola e tudo mais. Não parava nunca e nem me preocupava em comer. Na verdade, me lembro de me preocupar em não comer. Eu não comia verdinho, legumes, verduras, a cebola do arroz refogado.. tenho a impressão de que talvez não comesse muita coisa fora arroz, feijão, carne, etc. O básico.

Aí vc pergunta: como poderia uma criança assim ser gorda? Não era! Como uma criança assim poderia se achar gorda? Não sei.

O pior é que não sei até hj.

A barriga sempre incomodou. Por causa dela eu não fiz muita coisa. Ainda não faço. Mas eu não tenho motivos médicos pra tirar a barriga fora como eu tive pra tirar o excesso de peito fora.

Hj, eu tenho com certeza, muito mais motivos pra me achar gorda. As pessoas insistem em dizer que eu não sou. Talvez pq não hajam muitas gradações entre "magra" e "gorda". E no fim das contas, oq é ser "normal"?

No exato momento culpo a pilúla. Sempre inimiga de todos os regimes, o excesso de hormônio feminino aumenta as formas e o acúmulo de gordura nas partes cruciais da mulher. Isso está acabando comigo, ou melhor, está sobrando em mim.

Houve uma época em que eu estava bem. Não estava magra, nunca alcaçarei a magreza que pregam por aí. É contra a minha natureza. Eu tenho e sempre tive formas e viva as formas! Eu era formosa. Tinha aprendido a gostar de mim do jeito que eu era.

Oq estará dando errado agora? É tudo culpa minha? Posso culpar outra oisa além de mim? Estarei me enganando se fizer isso?
Espero descobrir essas respostas algum dia.

Monday, October 27, 2003

Terapia

Às vezes penso se as pessoas não frequentam uma psicólogas só pq podem agendar uma hora com alguém que não conhecem e que não realmente faz parte da sua vida pra reclamar dela. Ou pelo menos pra colocar pra fora aquilo que a gente quer colocar e não pode sair berrando na rua com os outros, com o primeiro que aparecer na frente, e principalmente, com a fonte das suas angústias.
Fico imaginando oq é que se passa na cabeça dela quando eu conto as coisas que eu faço sem o menor pudor, sem mentir, sem nada. Os fatos puros e simples.
Às vezes eu queria uma resposta, saber se estou indo no caminho certo. Saber pelo menos se estou indo a algum caminho! Será que algum dia terei uma resposta?
Viverei sempre "esperando a vida começar de verdade"? Quando eu perceberei que ela já está rolando há muito tempo? Que isso que é a vida. Ela pode não ser do jeito que eu almejo, mas é a minha vida.

Fico pensando se eu realmente conseguirei ser feliz? Será realmente possível? Ou será que felicidade não é algo pleno, mas apenas momentâneo? Pq será que me ensinaram oq é utopia?

Realmente deve ser verdade que pessoas burras são mais felizes. Elas não sabem onde estão, não distingume o mal que as cerca, não sabem as besteiras que falam e as bruuardas que fazem e acham que o futuro pode ser da barbie, nem que se mude NY pra Europa!

Monday, August 11, 2003

Primeiro dia de trabalho

Sabe, a gente fica na ânsia pelas coisas acontecerem e quando elas realmente acontecem tudo é tão real que fica estranho. Já tenho planos para o futuro, talvez eles tenham planos para mim tb. É tudo muito novo e são tantas espectativas que eu às vezes fico pensando se serei boa o suficiente para suprir essas espectativas.

Thursday, July 31, 2003

O Inicio

Escolhi esse nome por causa de um livro com o mesmo titulo. A autora eh a mesma de Brumas de Avalon. Ele fala sobre ecolhas, sobre paixões e sobre sacrifício pelo que acreditamos. Nada mais antigo e ainda assim moderno, a VIDA.
Espero que gostem.